segunda-feira, junho 22, 2026
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Vida ao mar: 114 filhotes de tartaruga-oliva nascem e são soltos em praia de Salinópolis

Ninhos da espécie, que está ameaçada de extinção, foram monitorados dentro da unidade de conservação Monumento Natural do Atalaia.

Um novo e emocionante capítulo para a conservação marinha no litoral paraense foi escrito nos últimos dias. Na região da Ponta da Sofia, em Salinópolis, 114 filhotes de tartaruga-marinha da espécie Lepidochelys olivacea (popularmente conhecida como tartaruga-oliva), que nasceram na última sexta-feira (19), foram devolvidos com segurança ao oceano. Os ninhos originais estavam localizados dentro do Monumento Natural do Atalaia, uma importante unidade de conservação estadual gerida pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio).

A iniciativa faz parte do Projeto de Monitoramento de Desovas de Tartarugas Marinhas (PMDTM). Trata-se de uma condicionante ambiental estabelecida pelo Ibama para o licenciamento das atividades da Petrobras. Em solo paraense, a execução do projeto fica a cargo do Instituto Bicho D’Água e da ARVUT Meio Ambiente, contando com o suporte e o acompanhamento técnico rigoroso do Ideflor-Bio durante os 365 dias do ano.

Compromisso com o ecossistema costeiro

Para as lideranças ambientais do estado, o sucesso da operação simboliza a força das parcerias institucionais na blindagem de áreas reprodutivas estratégicas. O presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, frisou que a presença de técnicos qualificados na região é o que garante que os animais vençam a primeira e mais vulnerável barreira da vida: a caminhada até o mar.

“O trabalho de conservação das tartarugas marinhas exige acompanhamento técnico contínuo, desde a identificação e proteção dos ninhos até o momento da soltura. O Ideflor-Bio atua de forma permanente para garantir que esses filhotes cheguem ao oceano em segurança, ampliando suas chances de sobrevivência e reafirmando o compromisso do Governo do Pará com a proteção da biodiversidade”, enfatizou Nilson Pinto.

Uma espécie sob ameaça

A tartaruga-oliva é classificada internacionalmente como uma espécie ameaçada de extinção, o que torna as faixas de areia do Pará berçários valiosos e cruciais para a perpetuação desses animais no planeta.

De acordo com a bióloga e coordenadora de campo do PMDTM, Josie Figueiredo, a presença e circulação desses quelônios regulam dinâmicas profundas da vida subaquática.

“A tartaruga-oliva desempenha um papel fundamental para o equilíbrio dos ecossistemas marinhos, contribuindo para a manutenção da cadeia alimentar e da saúde dos oceanos. Cada filhote que consegue chegar ao mar representa uma nova oportunidade para a conservação”, detalhou a especialista, reforçando a urgência em manter o monitoramento contínuo das praias paraenses.

Foto Divulgação

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