Animal que apresentava dificuldades para submergir foi acolhido provisoriamente no Mercado do Peixe até a chegada de técnicos da Secretaria de Meio Ambiente.
Um filhote de peixe-boi encontrou uma nova chance de sobrevivência graças à rápida intervenção de moradores no oeste do Pará. O animal foi resgatado na manhã do último domingo (21) após ser avistado boiando no rio, logo em frente à orla do município de Óbidos. O filhote apresentava sinais evidentes de debilidade e demonstrava sérias dificuldades para submergir, o que acendeu o alerta na comunidade local.
Ao perceberem a fragilidade e os riscos que o mamífero corria na correnteza, populares agiram rápido e o retiraram da água. Como medida emergencial, o peixe-boi foi levado para o Mercado do Peixe da cidade, onde foi acomodado provisoriamente em uma caixa d’água para mantê-lo hidratado e seguro.
Ação integrada e reabilitação
A Polícia Militar foi acionada pelos moradores e fez a ponte imediata com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma). Uma equipe técnica se deslocou até o mercado para realizar o recolhimento seguro do animal.
O filhote agora passará por uma triagem e avaliação detalhada conduzida por especialistas. O objetivo é fornecer o tratamento clínico adequado e os cuidados necessários para a sua plena recuperação antes de inseri-lo em um cronograma de reabilitação e futura soltura na natureza.
Alerta para a preservação da espécie
O peixe-boi da Amazônia é uma espécie estritamente protegida pela legislação brasileira e figura na lista de animais vulneráveis à extinção devido à caça ilegal e à degradação de seu habitat.
Diante do episódio, autoridades e especialistas ambientais reforçaram a importância da atitude dos moradores de Óbidos, mas deixaram uma orientação essencial: em casos de avistamento de animais silvestres feridos ou fora de seu comportamento natural, a recomendação correta é acionar imediatamente os órgãos ambientais competentes. Essa medida garante que o manejo seja técnico, reduzindo o estresse do animal e ampliando consideravelmente suas chances de sobrevivência.
Crédito: Reprodução/Redes Sociais









