Representantes de Dolly Parton confirmaram que a morte da cantora, compositora e ativista social, ocorrida ontem, terça-feira (25) aos 80 anos, foi causada por uma breve e severa batalha contra o câncer. A estrela da música country estava internada no Centro de Câncer Vanderbilt-Ingram, no Tennessee, Estados Unidos, e faleceu cercada por seus familiares e entes queridos.
O agravamento de seu estado de saúde já vinha dando sinais no início de agosto, quando a artista precisou cancelar apresentações que faria no Tennessee e em Las Vegas por orientação médica. Nos últimos meses, a cantora também enfrentava complicações de uma infecção renal. Pouco antes de sua partida, Dolly revelou à imprensa que havia negligenciado os próprios cuidados de saúde para se dedicar integralmente ao marido, Carl Thomas Dean, durante o período em que ele esteve doente. Discreto e considerado o grande amor de sua vida, Dean faleceu em março de 2025, aos 82 anos, após 60 anos de casamento.
Sexta década de legado e ícone da cultura pop
Nascida em 1946 em uma família humilde de 12 irmãos no Tennessee, a artista deu os primeiros passos na música ainda na infância, cantando na igreja e compondo as primeiras canções aos 7 anos. Sua estreia na televisão nacional aconteceu em 1964 no The Porter Wagoner Show, dando início a uma trajetória lendária.
- Grandes Sucessos: Em 1971, alcançou o topo das paradas country e, em 1973, lançou Jolene, clássico que marcou a história do gênero. Em 1974, compôs I Will Always Love You como uma despedida profissional a Porter Wagoner; a canção estourou mundialmente anos depois na voz de Whitney Houston para a trilha de O Guarda-Costas (1992).
- Prêmios e Homenagens: Ao longo de mais de seis décadas de carreira, reuniu 11 prêmios Grammy, um Emmy, dezenas de troféus da música country, duas indicações ao Oscar e um Oscar honorário.
- Pontes Geracionais: Nos últimos anos, manteve-se extremamente relevante ao colaborar com novas gerações da música, como sua afilhada Miley Cyrus, Sabrina Carpenter e Beyoncé, que regravou Jolene no álbum Act II: Cowboy Carter (2024).
Dolly Parton deixa um legado indelével não apenas na história da música country mundial, mas também na filantropia e na cultura pop internacional.





