A genialidade e o carisma de Dolly Parton ultrapassaram as fronteiras da música, do cinema e da filantropia, alcançando até mesmo os livros de história da ciência. A cantora, que faleceu na última terça-feira (25) aos 80 anos, serviu de inspiração para batizar o primeiro mamífero clonado da história: a famosa Ovelha Dolly, nascida a partir de um experimento revolucionário do Instituto Roslin em 1996 e apresentado ao mundo no ano seguinte.
O nome inusitado foi idealizado pelo cientista britânico Ian Wilmut. Como o clone havia sido desenvolvido a partir de uma célula retirada da glândula mamária de uma ovelha adulta, o pesquisador recorreu ao humor para fazer a escolha. “Dolly veio de uma célula de glândula mamária e não consegui pensar em um par de glândulas mais impressionantes do que as de Dolly Parton”, brincou o cientista na época.
Longe de se sentir ofendida com o gracejo científico, a dona do hit “Jolene” declarou em diversas ocasiões que se sentiu verdadeiramente “lisonjeada” com a lembrança. Em entrevista concedida ao jornal The Guardian, a estrela relembrou o episódio com o bom humor que sempre marcou sua personalidade: “Todo mundo sempre deu muita atenção a estes [seios] aqui, então foi por isso que tivemos a ovelha Dolly”, divertiu-se.
Legado de sucessos e impacto social
A morte da estrela repercutiu mundialmente após o anúncio feito por seus familiares nas redes sociais. A perda ocorre meses após a cantora relatar desafios de saúde desencadeados pelo luto de seu marido, falecido em 2025, além do cancelamento de shows em agosto devido a uma infecção renal.
- Revolução Musical: A artista marcou a cultura pop global com o clássico Jolene e ao compor I Will Always Love You, canção que se tornou um dos maiores fenômenos da história da música na voz de Whitney Houston.
- Ativismo e Filantropia: Além dos palcos, Dolly destacou-se por décadas de dedicação a projetos de incentivo à leitura infantil, além do engajamento ativo em defesa dos direitos da comunidade LGBTQIA+.
Com uma trajetória multifacetada, Dolly Parton deixa um legado único de talento, generosidade e autoironia que marcou para sempre a cultura e a história recente.





