Serviços e Construção lideram geração de postos de trabalho; Estado abriu 3.816 vagas somente em julho
O mercado de trabalho formal do Pará manteve trajetória de crescimento em 2026 e já acumula 21.580 novos empregos com carteira assinada entre janeiro e julho, segundo levantamento do Observatório do Trabalho, Emprego e Renda do Estado do Pará, iniciativa desenvolvida pelo DIEESE/PA em parceria com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (SEASTER).
O desempenho coloca o Pará em posição de destaque no cenário regional. Dos 55.242 empregos formais gerados na Região Norte nos sete primeiros meses do ano, 21.580 foram criados no Estado, o equivalente a aproximadamente 39,1% de todo o saldo regional.
Os números têm como base os registros oficiais do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego.
JULHO POSITIVO
Somente em julho, o Pará registrou 3.816 novos postos de trabalho formais, resultado de 44.964 admissões e 41.148 desligamentos. O estoque de empregos com carteira assinada chegou a 1.017.937 vínculos, crescimento de 0,38% em relação ao mês anterior.
Embora o saldo de julho tenha sido inferior ao registrado em junho, quando foram criados 4.588 postos, o resultado mantém o Estado em trajetória positiva.
Outro destaque é a participação paraense na geração de empregos da Região Norte. Das 8.375 vagas abertas na região em julho, 3.816 foram geradas no Pará, correspondendo a 45,6% do saldo regional.
CONSTRUÇÃO GANHA FORÇA EM JULHO
A análise setorial mostra que a Construção foi o segmento que mais abriu vagas no Pará durante julho, com saldo positivo de 1.463 empregos. Foram 8.028 admissões contra 6.565 desligamentos.
Na sequência aparece o setor de Serviços, com 1.283 novos postos, resultado de 16.652 contratações e 15.369 desligamentos.
A Agropecuária também apresentou desempenho positivo, com 710 vagas, enquanto o Comércio abriu 244 postos e a Indústria, 116.
Com isso, todos os cinco grandes grupamentos econômicos analisados pelo DIEESE/PA encerraram julho com geração líquida de empregos.
Serviços respondem por mais da metade das vagas no ano
No acumulado de janeiro a julho, o setor de Serviços permanece como o principal motor do emprego formal paraense. Foram 12.101 novos postos, o equivalente a aproximadamente 56,1% de todo o saldo estadual no período.
A Construção aparece em segundo lugar, com 4.108 vagas, seguida pelo Comércio, com 2.649, e pela Indústria, que acumulou 2.541 novos empregos. A Agropecuária, que apresentava saldo negativo no balanço anterior, também passou para o campo positivo, com 181 postos criados.
No total, o Estado contabilizou 307.716 admissões e 286.136 desligamentos nos primeiros sete meses de 2026.
Pará lidera geração de empregos no Norte
O desempenho paraense também chama atenção quando comparado aos demais estados da região. Com saldo de 21.580 empregos formais, o Pará aparece como o Estado que mais gerou postos de trabalho na Região Norte no acumulado de janeiro a julho.
No ranking nacional, o Pará ocupa a 14ª posição entre as 27 Unidades da Federação.
Em todo o Brasil, foram criados 972.203 empregos formais nos sete primeiros meses de 2026. O saldo paraense representa cerca de 2,2% do resultado nacional.
MAIS DE 28 MIL VAGAS EM 12 MESES
Quando considerado o período de 12 meses encerrado em julho de 2026, o mercado formal paraense apresenta um resultado ainda mais expressivo: 28.313 novos empregos com carteira assinada.
No mesmo intervalo, a Região Norte acumulou 69.158 vagas. Assim, o Pará respondeu por aproximadamente 40,9% de todos os empregos formais gerados na região.
Para Everson Costa, do DIEESE/PA, os números mostram que o mercado de trabalho paraense continua apresentando capacidade de expansão, com diferentes setores contribuindo para a geração de oportunidades.
“Os dados mostram que o mercado formal de trabalho do Pará mantém uma trajetória positiva em 2026. O resultado acumulado de mais de 21,5 mil novos empregos entre janeiro e julho, além da liderança do Estado na geração de vagas na Região Norte, demonstra a importância dos setores de Serviços, Construção, Comércio e Indústria para a sustentação desse desempenho. É importante, contudo, acompanhar a evolução desses números mês a mês, observando não apenas a quantidade de vagas criadas, mas também a qualidade e a continuidade desses empregos.”
O levantamento do DIEESE/PA reforça, ainda, o peso das atividades urbanas, dos serviços, da construção civil, do comércio e da indústria na dinâmica recente do emprego no Estado. O desempenho acumulado indica que, apesar das oscilações mensais, o Pará segue contribuindo de maneira decisiva para o crescimento do mercado formal de trabalho da Região Norte.

Por Roberto Barbosa/Jornal A PROVÍNCIA DO PARÁ/Imagem: Reprodução





