quarta-feira, fevereiro 4, 2026
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Além do tratamento: Oficina de Carnaval humaniza rotina de pacientes em Capanema

Confecção de itens carnavalescos na Policlínica dos Caetés transforma sessões de hemodiálise em momentos de escuta e criatividade.

O Hospital Regional Público dos Caetés (HRPC), em Capanema, reafirmou seu papel como referência em atendimentos de média e alta complexidade no nordeste paraense ao realizar, na última terça-feira (3), uma oficina de artesanato carnavalesco. A ação foi direcionada especialmente aos acompanhantes de pacientes que realizam tratamento no Centro de Hemodiálise da Policlínica dos Caetés, transformando a rotina hospitalar em um espaço de criatividade.

Desenvolvida em parceria com o Grupo de Trabalho de Humanização (GTH), a iniciativa buscou assegurar um momento genuíno de cuidado, escuta e afeto. Através da confecção de máscaras e adereços coloridos, a atividade proporcionou leveza e integração entre os participantes. O objetivo central foi reconhecer a carga emocional daqueles que acompanham, muitas vezes diariamente, seus familiares em uma jornada de tratamento contínuo e exaustivo.

Fabiane Costa, presidente do GTH, ressalta que a oficina superou a barreira da atividade manual para se tornar um pilar da assistência humanizada. Segundo ela, as peças foram produzidas com o intuito de presentear os pacientes durante as sessões de hemodiálise, levando acolhimento ao ambiente terapêutico. A ação reforça que o bem-estar psicológico e social é fundamental para fortalecer os vínculos entre usuários, famílias e a equipe de saúde.

A profissional destaca ainda que iniciativas desse gênero evidenciam que a saúde plena vai muito além dos protocolos clínicos e procedimentos técnicos. Envolve, sobretudo, empatia e atenção às necessidades subjetivas, promovendo dignidade e conforto. Para a gestão do hospital, ações que estimulam a esperança no cotidiano hospitalar são essenciais para um atendimento que valoriza o ser humano em sua totalidade.

A organização do evento foi inspirada diretamente na rotina dos acompanhantes, que dedicam longas horas à espera dentro da unidade. “A proposta foi justamente tornar esse tempo mais leve e inclusivo, utilizando o artesanato carnavalesco para oferecer um momento de descontração e cuidado”, explicam os organizadores. A dinâmica permitiu que o ambiente, geralmente marcado pelo rigor do tratamento, ganhasse novos tons e sorrisos.

Reforçando essa visão, o coordenador da unidade, Tharciso Souza, pontua que tais momentos ajudam a transformar a percepção da espera em um período produtivo e criativo. Ele acredita que ao investir no bem-estar de quem acompanha o paciente, a instituição fortalece toda a rede assistencial. Para o gestor, o ambiente da hemodiálise torna-se muito mais acolhedor quando existe essa integração entre a equipe e o círculo familiar.

A recepção positiva foi confirmada por Renilci Prist Borges, de 42 anos, que acompanha sua mãe no tratamento há um ano. Ela relatou que a oficina foi uma oportunidade única de passar o tempo de forma proveitosa e ainda preparar uma surpresa especial para presentear a mãe ao final da sessão. O impacto dessas ações é chancelado pela produtividade da unidade, que apenas em 2025 realizou expressivas 15.827 sessões de hemodiálise.

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