Presidente relatou encontro com o treinador italiano e reforçou o que espera da Seleção Brasileira para o próximo ciclo mundial.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelou, nesta terça-feira (14), detalhes de um diálogo direto que teve com o técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti. O tema central da conversa foi a situação de Neymar e a viabilidade de sua convocação para a Copa do Mundo.
A declaração foi dada durante entrevista à TV 247, em parceria com a Revista Fórum e o DCM. Segundo o presidente, o próprio treinador italiano buscou sua opinião sobre o momento atual do craque, que hoje defende as cores do Santos.
Futebol, Físico e Espelhamento em Messi e CR7
Durante o encontro, Ancelotti teria questionado abertamente: “Você acha que o Neymar deve ser convocado?”. A resposta de Lula foi direta, condicionando a presença do atacante a critérios que vão além do talento técnico, focando em postura e preparo físico.
“Falei: ‘Olha Ancelotti, se ele estiver fisicamente preparado, ele tem futebol’. É preciso saber se ele quer. Se ele quiser, ele tem que ser profissional”, relatou o presidente.
Lula ainda sugeriu que Neymar busque inspiração na longevidade e dedicação de outros astros do futebol mundial. “Ele pode se espelhar no Cristiano Ronaldo, ele pode se espelhar no Lionel Messi. Ele é novo ainda, mas não pode querer ir pelo nome, tem que querer ir pelo futebol”, completou.
Reta final para a convocação oficial
A fala do presidente surge em um momento de grande expectativa. Neymar não integrou a lista mais recente da Seleção, utilizada pela comissão técnica para observações finais antes do Mundial.
A lista definitiva, que contará com 26 jogadores, está prevista para ser anunciada em maio. Internamente, Carlo Ancelotti e sua equipe mantêm uma postura rígida: a exigência é de condição física plena.
Os critérios determinantes para Neymar (e os demais atletas) serão:
- Sequência de jogos oficiais;
- Ritmo competitivo nas semanas que antecedem o anúncio;
- Resposta física e técnica em campo.
A declaração de Lula reforça o debate que divide o país: o peso do nome de Neymar contra a necessidade de um elenco 100% focado e em forma para a busca do título mundial.
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