Desenvolvido pela Novo Nordisk, o Kyinsu é indicado para adultos com diabetes tipo 2 e reduz injeções diárias para uma aplicação por semana.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Kyinsu, um medicamento inovador desenvolvido pela farmacêutica Novo Nordisk para o tratamento do diabetes mellitus tipo 2 em adultos. Trata-se do primeiro produto biológico no país a associar, em uma única aplicação semanal por meio de caneta injetável, uma dose fixa de insulina icodeca e semaglutida (princípio ativo pertencente à classe dos agonistas do receptor de GLP-1).
Duplo Mecanismo em Aplicação Semanal
A novidade combina dois pilares terapêuticos em uma única solução subcutânea (aplicada na coxa, braço ou barriga):
- Insulina Icodeca: Análogo de insulina basal de ação prolongada projetado para administração uma vez por semana, substituindo as tradicionais injeções diárias de insulina basal.
- Semaglutida: Atua estimulando a secreção de insulina pelo pâncreas, inibindo a liberação de glucagon e desacelerando o esvaziamento gástrico, o que auxilia no controle glicêmico e no controle de peso.
A formulação foi desenvolvida para oferecer controle da glicose no sangue com menor frequência de injeções, reduzindo a complexidade do tratamento contínuo.
Indicação e Público-Alvo
O medicamento é indicado para adultos com diabetes tipo 2 que não alcançam o controle glicêmico ideal apenas com o uso de insulina basal ou de agonistas do receptor de GLP-1 isolados.
O Kyinsu deve ser utilizado como um complemento às medidas não farmacológicas — como dieta equilibrada e prática regular de exercícios físicos — e pode ser associado a outros antidiabéticos orais, conforme indicação médica.
Detalhes Regulatórios e Apresentações
O registro foi oficializado pela Resolução nº 3.790/2026 no Diário Oficial da União (DOU). A aprovação abrange seis apresentações do produto em sistema aplicador tipo caneta, ajustadas para diferentes graduações de dosagem (incluindo versões de 300 U de insulina icodeca e 0,86 mg de semaglutida a cada 0,43 ml), acompanhadas ou não de agulhas descartáveis.
Com a concessão do registro válido por 10 anos, a comercialização passa a depender do processo de precificação e da estratégia de distribuição da farmacêutica no mercado brasileiro. O uso do medicamento exige prescrição e acompanhamento médico individualizado.
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