quarta-feira, outubro 28, 2026
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Balsa com 59 cabeças de gado naufraga no Marajó; todos os animais morreram

Embarcação teria naufragado na tarde de quinta-feira (3), nas proximidades da Fazenda São Sebastião; tripulantes sobreviveram e uma segunda balsa foi enviada ao local para prestar apoio

Uma balsa que transportava 59 cabeças de gado naufragou na tarde de ontem, quinta-feira, 03, em uma área do Marajó Oriental, no Pará. De acordo com informações preliminares obtidas pela reportagem, a embarcação havia saído de Macapá, no Amapá, com destino a Belém, transportando os animais.

O naufrágio teria ocorrido nas proximidades da Fazenda São Sebastião, em um trecho de rio identificado por moradores da região como Rio São Sebastião. A embarcação teria emborcado e afundado, levando toda a carga para o fundo do rio.

Segundo os relatos iniciais, as 59 cabeças de gado morreram. Os integrantes da tripulação, entretanto, conseguiram sobreviver ao acidente e não há, até o momento, registro de mortes ou feridos entre as pessoas que estavam a bordo.

Outra balsa foi enviada para prestar socorro

Durante a madrugada desta sexta-feira, 04, uma outra balsa, procedente de Soure, teria chegado à área do naufrágio para prestar apoio aos tripulantes e auxiliar na retirada dos pertences que estavam no interior da embarcação.

A previsão, conforme as informações repassadas à reportagem, é que os tripulantes sejam conduzidos até Soure, de onde deverão posteriormente seguir viagem para Macapá, cidade de origem da embarcação e da tripulação.

A carga de gado, por sua vez, teria sido considerada perda total, uma vez que os animais ficaram presos no interior da balsa submersa.

PREOCUPAÇÃO AMBIENTAL

Além dos prejuízos materiais, o naufrágio desperta preocupação entre moradores da região em razão da quantidade de animais mortos que permanece dentro da embarcação.

A principal preocupação é que, com o avanço do processo natural de decomposição das carcaças, possam ocorrer alterações na qualidade da água e impactos sobre o ecossistema local.

Apesar da preocupação, não é possível afirmar neste momento que já exista contaminação do rio ou qual será a dimensão de eventual impacto ambiental. A situação precisa ser avaliada tecnicamente pelos órgãos responsáveis, que poderão determinar a necessidade de retirada das carcaças e da própria embarcação, além de medidas para evitar danos ambientais.

O episódio ocorre em uma região onde o transporte fluvial é fundamental para a movimentação de pessoas, animais e mercadorias. Soure e outros municípios do arquipélago possuem forte dependência da navegação para conexão com outras localidades.

MARINHA DEVERÁ APURAR AS CIRCUNSTÂNCIAS

As causas do naufrágio ainda não foram esclarecidas. Entre as informações que precisam ser verificadas estão as condições de navegabilidade da balsa, as circunstâncias que provocaram o emborcamento, a documentação da embarcação, as condições de transporte dos animais e as condições meteorológicas e de navegação no momento do acidente.

A Marinha do Brasil, por meio da estrutura responsável pela segurança do tráfego aquaviário na região, é uma das autoridades que poderá investigar o acidente e determinar as providências necessárias.

Em agosto deste ano, a Marinha já havia atuado em outro naufrágio na Baía do Marajó, envolvendo uma barcaça que transportava cerca de 2 mil toneladas de milho. Na ocasião, a empresa responsável foi notificada a apresentar um plano para reflutuação e destinação da embarcação.

O histórico da região também demonstra que acidentes envolvendo embarcações com carga viva podem produzir consequências ambientais relevantes. Em 2015, o naufrágio do navio Haidar, em Barcarena, resultou na perda de milhares de bovinos e foi associado pela investigação da Marinha a impactos de poluição hídrica e atmosférica na Baía do Marajó e áreas próximas.

ACIDENTE SEM VÍTIMAS HUMANAS

Até o momento, a informação mais importante é de que não houve vítimas fatais entre os tripulantes. O principal prejuízo está relacionado à perda da embarcação e das 59 cabeças de gado.

As circunstâncias do acidente e as providências que serão adotadas em relação à balsa e aos animais mortos ainda deverão ser esclarecidas pelas autoridades.

A PROVÍNCIA DO PARÁ continuará acompanhando o caso e atualizará esta reportagem caso sejam divulgadas informações oficiais sobre as causas do naufrágio, a identificação da embarcação, a localização exata do acidente, a atuação da Marinha e dos órgãos ambientais e as medidas para evitar possíveis impactos no rio.

Da Redação do Jornal A PROVÍNCIA DO PARÁ com informações e imagem reproduzida de Jorge Nascimento

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