quarta-feira, outubro 21, 2026
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Câncer de próstata: idade, genética e estilo de vida acendem alerta para o diagnóstico precoce

A idade é um dos principais fatores de risco para o câncer de próstata. No Brasil, nove em cada dez homens diagnosticados com a doença têm mais de 55 anos, segundo o Ministério da Saúde. O tema voltou aos holofotes após o falecimento do cantor Benito Di Paula, no último domingo (18), após cerca de um ano de luta contra a enfermidade.

Além do envelhecimento, o urologista Alexandre Iscaife, do Hospital das Clínicas e doutor pela Faculdade de Medicina da USP, destaca que histórico familiar (pai ou irmão afetados), mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, obesidade, sedentarismo e má alimentação aumentam significativamente o risco e a agressividade dos tumores.

Impacto na saúde pública

A doença é a neoplasia mais frequente entre os homens no país. A vergonha e a falta de informação ainda atrasam a busca por atendimento:

  • Mortalidade: Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/DataSUS) apontam que, em 2026, 11.257 homens faleceram em decorrência da doença uma média de 46 mortes por dia.
  • Projeção: O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima mais de 77 mil novos casos anuais até 2028.

O que é a próstata e como o tumor se desenvolve

A próstata é uma glândula masculina situada abaixo da bexiga que produz o líquido seminal, responsável por nutrir e proteger os espermatozoides. Ela não intervém na ereção nem no orgasmo.

A confirmação diagnóstica e a agressividade do tumor são definidas por biópsia. Cerca de 90% dos casos são classificados como de baixo risco ou risco intermediário. Contudo, em casos não diagnosticados a tempo, o tumor pode evoluir e gerar metástases — atingindo inicialmente linfonodos e ossos, e em estágios mais avançados, órgãos como fígado, pulmões e cérebro.

Sintomas e diagnósticos diferenciados

Na fase inicial, a doença costuma ser silenciosa. Quando surgem, os sintomas incluem:

  • Dificuldade ou jato urinário fraco;
  • Demora para iniciar ou finalizar a micção;
  • Aumento da frequência urinária (diurna e noturna);
  • Presença de sangue na urina.

Esses sinais também podem estar associados a condições benignas, como a Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP) ou a Prostatite (infecção bacteriana), o que exige investigação clínica.

Investigação e Prevenção pelo SUS

O rastreamento inicial é composto pelo exame de toque retal e pela coleta de sangue (PSA). Alterações em ambos os testes direcionam o paciente para a biópsia de confirmação. Todo o itinerário diagnóstico e terapêutico está disponível gratuitamente no SUS.

A prevenção primária envolve hábitos saudáveis: alimentação equilibrada, prática regular de atividades físicas, controle do peso e evitação do tabagismo e do consumo excessivo de álcool.

Foto: Benito di Paula (Instagram/Reprodução)

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