quinta-feira, junho 18, 2026
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Corrente de amor: Colaboradores da Policlínica Metropolitana se unem em caravana de doação de sangue

Ação inédita levou voluntários ao Hemopa no Junho Vermelho e pode salvar até 120 vidas; histórias de superação marcaram a manhã em Belém.

O início da manhã da última quarta-feira (17) foi marcado por um sentimento diferente de rotina para um grupo de profissionais da Policlínica Metropolitana do Pará, em Belém. Deixando temporariamente os computadores e consultórios, 30 colaboradores da instituição uniram forças em uma missão solidária: participar da 1ª Caravana de Doação de Sangue da unidade, realizada na Fundação Hemopa em alusão à campanha Junho Vermelho.

A iniciativa inédita na história da Policlínica tem potencial para beneficiar até 120 pessoas, uma vez que cada bolsa de sangue coletada pode salvar até quatro vidas. O objetivo central do projeto é fortalecer a cultura do voluntariado e conscientizar a população sobre o impacto vital que a doação exerce na rede hospitalar do Estado.

Superando o medo para salvar vidas

O clima no Hemopa misturava a ansiedade do primeiro passo com a certeza do dever cumprido. Para muitos, estender o braço significou enfrentar o famoso “frio na barriga” em prol de um bem maior.

Foi o caso da líder administrativa Maiara Freitas, que doou sangue pela primeira vez motivada pela oportunidade criada pela instituição:

“Confesso que existe medo, ansiedade e aquele frio na barriga, mas quando pensamos que uma simples atitude pode salvar vidas, entendemos que vale a pena superar tudo isso em prol do próximo. Como líder, acredito que também tenho a missão de inspirar pessoas através das minhas atitudes”, relatou.

A corrente de solidariedade acabou quebrando as barreiras da Policlínica e envolveu também os familiares. Beatriz Guedes, de 25 anos, filha de uma das colaboradoras, realizou o sonho antigo de se tornar doadora após dias de dieta regrada para atingir o peso ideal exigido pela triagem.

O supervisor de apoio Haroldo Rafael, que também estreou na doação, reforçou o significado da mobilização: “É uma forma de ampliar o nosso cuidado para além dos muros da unidade, ajudando não apenas os pacientes que atendemos diariamente, mas também toda a sociedade”.

A doadora de sangue Maiara Freitas

Um marco institucional para a saúde do Pará

A ação foi celebrada pelas lideranças de ambas as instituições envolvidas, que enxergaram na caravana um modelo de responsabilidade social a ser seguido.

  • Compromisso Social: O diretor executivo da Policlínica Metropolitana, Anderson Albuquerque, classificou o momento como histórico: “Ver o engajamento da equipe nos enche de orgulho e mostra que, além de oferecer assistência de qualidade, também podemos contribuir de forma direta para salvar vidas por meio da solidariedade”.
  • Espírito Coletivo: A gerente administrativa, Gleici Moraes, e a gerente assistencial, Kérina Quaresma, destacaram o engajamento e lembraram que os estoques de sangue são o coração do atendimento a cirurgias, tratamentos oncológicos e emergências.

Parceria estratégica e combate aos mitos

Para o Hemopa, receber o apoio direto de uma unidade de saúde possui um valor estratégico imenso. A assistente social do hemocentro, Lorene Reis, elogiou o trabalho prévio de sensibilização feito com a equipe e aproveitou para desmistificar as principais fake news que ainda afastam voluntários das agências de coleta.

“Muitas pessoas acreditam que, se doarem sangue uma vez, serão obrigadas a doar sempre, ou que o sangue vai afinar ou engrossar após a doação. Tudo isso é mito. Nosso trabalho é justamente informar e esclarecer a população para que ela compreenda a necessidade e a importância da doação de sangue com segurança”, esclareceu Lorene.

Foto: Divulgação

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