segunda-feira, fevereiro 16, 2026
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Graesp transporta até unidade da Ufra tartaruga marinha encontrada em praia de Salinópolis

O animal, da espécie conhecida como ‘tartaruga-cabeçuda’, foi encontrado na Praia do Farol Velho, com sinais de estar lesionado

Por Walena Lopes (SEGUP)

Um resgate especial foi feito por agentes do Grupamento Aéreo de Segurança Pública do Pará (Graesp), vinculado à Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), neste domingo (15), na Praia do Farol Velho, em Salinópolis, nordeste paraense. Uma tartaruga marinha, conhecida como “tartaruga-cabeçuda”, da espécie (Caretta caretta), foi encontrada debilitada na faixa de areia por moradores de um condomínio da região, que acionaram imediatamente o Projeto de Monitoramento de Desova de Tartarugas Marinhas, desenvolvido no município localizado na costa oceânica.

“O papel do Grupamento Aéreo, assim como o de todos que atuam na segurança, é agir com responsabilidade e cuidado para todo e qualquer tipo de vida. Para nós, é muito especial esse tipo de ação, que tem como objetivo resgatar e reservar maiores cuidados, auxiliando na preservação da natureza”, disse o diretor do Graesp, coronel Armando Gonçalves.

Após avaliação inicial, ainda na praia, o animal foi levado em segurança, na aeronave, até o Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Selvagens da Universidade Federal Rural da Amazônia (Cetras/Ufra), para receber atendimento veterinário especializado, necessário para sua recuperação.

O resgate do animal teve a participação do Instituto Bicho D’água e do Ideflor-Bio
O resgate do animal teve a participação do Instituto Bicho D’água e do Ideflor-Bio

Apoio do Ideflor – A presidente da organização do Terceiro Setor Instituto Bicho D’água, Renata Emin, destacou a importância do resgate, que também contou com apoio do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio), e os cuidados que o animal vai receber para que possa retornar ao mar, após a plena recuperação. O Instituto Bicho D’água atua na conservação da biodiversidade amazônica.

“Inicialmente, achamos que ela estava tentando desovar. Entretanto, a partir da análise da bióloga, e da equipe local, verificamos que ela não estava em comportamento de desova, e sim com a suspeita de uma lesão, talvez uma fratura na nadadeira. Nessa situação, é acionado o projeto de monitoramento de caracterização de cetáceos, que é quem faz os resgates da fauna aquática na região. O projeto entrou em contato com a equipe do Cetras, na Ufra, que é quem vai receber o animal para fazer as avaliações necessárias, o procedimento de exames, entre eles os radiográficos, para que se conclua qual foi o motivo do encalhe, e assim se estabeleça o acolhimento terapêutico, até que o animal possa ser restabelecido e consiga retornar para a natureza. A gente espera que ela tenha alta, o mais breve possível, para que possamos devolvê-la para a natureza no mesmo local onde foi encontrada”, disse Renata Emin.

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