Quanto mais se sofre por amor,
Mais bate na alma a serena dor,
Tal qual dor que não tem doença,
Que definha de tristeza intensa.
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Às vezes, não é preciso dizer nada.
A própria boca, ainda que calada,
Ao desviar do que se quer dizer,
Revela tudo que é preciso saber.
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E mesmo que no fundo da alma,
Cresça, silenciosa e tão calada,
Uma esperança mansa e calma,
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A mais perene força abandonada,
Faz exaurir na alma a ingratidão,
Que gera a dor fria da solidão.
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Por Arnaldo Silva da Rosa
*Autor é Consultor Jurídico estadual, advogado, poeta, escritor com livros publicados, membro da Academia de Letras de Belém-PA, membro efetivo, titular da cadeira 20.











