Na primeira semana oficial de campanha, atual presidente e senador do PL consolidam isolamento na liderança
A primeira semana oficial de campanha eleitoral de 2026 consolidou uma disputa presidencial polarizada e cristalizada entre o presidente Lula (PT) e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro. No principal cenário estimulado de 1º turno, o presidente Lula (PT) mantém a liderança com 41% das intenções de voto, exatamente o mesmo índice registrado na rodada anterior. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL) oscilou positivamente, passando de 36% para 37%.
Com isso, a vantagem numérica de Lula sobre seu principal adversário encolheu de 5 para 4 pontos percentuais, configurando uma situação de extremo equilíbrio. Os candidatos da chamada terceira via continuam sem conseguir romper o bloqueio dos líderes e somam, juntos, o menor patamar em várias semanas: apenas 14% das intenções de voto.
O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), manteve-se com 5%, enquanto o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e o candidato Renan Santos (Missão) registraram 3% cada (ambos oscilando negativamente em 1 ponto percentual em relação à rodada anterior).
Entre os eleitores decididos, 88% dos que votam em Lula e 86% dos apoiadores de Flávio Bolsonaro afirmam que a decisão já está tomada e não mudará mais até o dia 4 de outubro.
Segundo a análise do diretor de Pesquisa da Nexus, André Jácomo, os dados apontam que “a eleição segue cristalizada entre o atual presidente e o filho do ex-presidente, com o eleitor prestando pouca atenção aos demais concorrentes”.
Em eventual 2º turno, Lula oscilou negativamente para 46% (tinha 47%), ao passo que Flávio Bolsonaro variou de forma positiva para 45% (tinha 44%). Em outros cenários testados, Lula lidera com 46% contra 40% de Zema; com 46% contra 42% de Caiado; e com margem mais ampla, o presidente registra 47% contra 35% do candidato do Missão, Renan Santos.
A Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados entrevistou, por telefone, 2.006 pessoas entre os dias 21 e 23 de agosto. O nível de confiança é 95% e a magem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09028/2026.
Fonte: Correio Braziliense/Imagens: Ricardo Stuckert/PR/Jefferson Rudy/Agência Senado)





