quarta-feira, junho 17, 2026
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Onde a arte ganha vida: Curro Velho encerra módulo de oficinas com grandes mostras

Programação reuniu música, teatro e dança no bairro do Telégrafo, celebrando a formação cultural de alunos de todas as idades.

O Núcleo de Oficinas Curro Velho, localizado no bairro do Telégrafo, em Belém, encerrou na terça-feira (16) o seu segundo módulo de oficinas de 2026. O encerramento foi marcado por uma programação intensa nos turnos da manhã e da tarde, onde os alunos puderam apresentar ao público o resultado prático de tudo o que aprenderam ao longo do período.

As apresentações refletiram a pluralidade cultural do espaço:

  • Turno da manhã: Mostras das turmas de bateria, iniciação ao teatro musical, violão e dança de salão.
  • Turno da tarde: Apresentações de violão, acessórios de moda, vivência de carimbó, iniciação teatral e dança do ventre.

Um espaço de transformação e terapia

Financiado com recursos públicos por meio da Fundação Cultural do Pará (FCP), o projeto cumpre uma função social que vai muito além do aprendizado técnico. Para o professor Gibson Landin, que ministra aulas de violão no espaço desde 2012 e conduziu uma turma de 16 alunos neste módulo, o Curro Velho muda vidas.

“Você vai sair daqui com a concepção musical totalmente diferente. Quando a gente entra na nave, a gente respira arte, em todos os sentidos”, avaliou Landin.

O músico destacou ainda que o aprendizado atende desde crianças a idosos, funcionando muitas vezes como terapia contra a ansiedade e a depressão. “Já vi muitos alunos, desde quando comecei a dar aula aqui, tocando por aí e seguindo carreira”, concluiu.

Tradição e reencontros

O encerramento deste módulo também celebrou o retorno de grandes nomes da cultura local, como o instrutor de dança de salão Mestre Abaeté, de 80 anos.

“Fazia muitos anos que eu não dava aula aqui, só pro interior do Estado. As minhas alunas estão satisfeitas — elas nunca tinham pegado um mestre de 80 anos para ensinar dança”, brincou o mestre.

Para o instrutor de teatro musical, André Launé, o local atrai moradores de toda a Região Metropolitana de Belém devido à gratuidade e qualidade. “Acho que é um espaço sobretudo de resistência, e que mostra novos caminhos possíveis dentro da arte”, declarou.

Fomento à cidadania e economia criativa

A diretora do Núcleo, Celeste Iglesias, comemorou o sucesso de mais uma etapa concluída, ressaltando a importância de manter profissionais experientes nas salas de aula para democratizar o acesso à qualificação cultural.

A iniciativa reafirma a atuação da FCP na execução de políticas públicas que descentralizam a formação artística no Pará. Ao garantir gratuidade e estrutura de ponta, a fundação insere novos produtores nas dinâmicas da economia criativa local e fomenta a cidadania.

As próximas atividades e novos períodos de inscrições da FCP podem ser acompanhados diretamente pelo site oficial e pelas redes sociais da fundação.

Fotos: Mark Maia – Ascom/FCPão

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