O deputado federal Keniston Braga afirmou que seu mandato em Brasília tem sido marcado pelo compromisso de transformar as demandas da população do sudeste paraense em soluções concretas para a região. Em entrevista ao programa Pebas na TV no Youtube, o parlamentar falou sobre os desafios enfrentados na Câmara Federal, a defesa da mineração com responsabilidade social e ambiental e os compromissos que considera prioritários para Parauapebas e o Pará.
Atual presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados, Keniston destacou que encara a política como missão pública. “Eu sei das dificuldades que o nosso povo enfrenta e faço questão de levar essas preocupações para Brasília”, afirmou.
Ao comentar os desafios do mandato, o deputado revelou que precisou superar desconfianças ao chegar ao Congresso. “Lá em Brasília, diferente dos prognósticos, diziam que eu não iria ser notado. Mas eu mostrei em pouco tempo que podia ser mais”, declarou.
Segundo ele, o reconhecimento veio após atuar em pautas estratégicas do MDB e em debates nacionais. “Participei de muitos debates. Sou o autor da primeira lei na Câmara sobre minerais críticos e me tornei uma referência na Câmara sobre mineração”, afirmou.
Keniston também ressaltou a importância do Pará no cenário mineral brasileiro. “O Pará é o segundo maior estado minerário do país”, destacou. Segundo ele, a mineração continuará sendo base econômica da região, mas precisa caminhar ao lado da responsabilidade social e ambiental. “Nós temos que diversificar a economia e não depender mais absolutamente do minério. A gente precisa verticalizar essa produção”, disse.
Ao defender investimentos estruturantes capazes de preparar Parauapebas para o futuro, o deputado citou obras de saneamento, mobilidade urbana, educação e qualificação profissional como prioridades permanentes, muitas delas objeto de suas emendas parlamentares. Segundo ele, os recursos oriundos da mineração precisam ser tratados “como chave do futuro” e não apenas como receita imediata.
Durante a entrevista, Keniston também destacou os desafios provocados pelo crescimento acelerado da cidade. “Todos os anos, você percebe a necessidade de aumento do número de vagas nas escolas municipais, de leitos em hospitais, de asfalto, de saneamento”, afirmou. Segundo ele, qualquer planejamento de longo prazo acaba rapidamente superado pela velocidade das transformações urbanas do município. “Qualquer projeção que se faça nesse município a longo prazo, se esse longo prazo for oito anos, em dois ou três anos esse planejamento está exaurido”, declarou
O parlamentar afirmou ainda que sua experiência em Parauapebas contribuiu diretamente para sua atuação na Comissão de Desenvolvimento Urbano. “Minha atuação hoje na CDU tem relação direta com a minha formação e é moldada a partir da vivência e da execução de tarefas dentro do município”, declarou. Ele destacou que a comissão discute temas essenciais como saneamento, mobilidade urbana, moradia e infraestrutura.
Segundo Keniston, a escolha para presidir a comissão representa uma missão de grande responsabilidade. “Fui escolhido presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano da Casa, uma missão que normalmente não é dada a um debutante do parlamento”, afirmou.
Durante a entrevista, o deputado também citou a distribuição de recursos federais. “Este ano nós distribuímos 800 milhões de reais do orçamento, que foram destinados a quem mais precisa”, declarou. Em seguida, sinalizou que a região sudeste do Pará deverá ganhar atenção especial na elaboração do próximo orçamento. “Como se diz: ‘farinha pouca, meu pirão primeiro’”, comentou.
Ao falar sobre Parauapebas, Keniston demonstrou preocupação com o cenário econômico e administrativo da cidade. “Estou há 22 anos em Parauapebas. Eu vejo com muita preocupação a realidade da nossa cidade hoje. A gestão aqui é muito complexa”, afirmou. Segundo ele, o município enfrenta dificuldades provocadas pela oscilação do mercado mineral. “Se os chineses espirram lá, a gente gripa aqui”, resumiu ao comentar a dependência da economia local em relação ao minério de ferro.
O parlamentar relembrou ainda sua passagem pela Secretaria Municipal da Fazenda. “Quando assumi a Secretaria da Fazenda em 2017, tínhamos um orçamento de 870 milhões de reais”, disse. Segundo ele, ao deixar o cargo, o município havia ampliado significativamente a arrecadação. “Entreguei a secretaria deixando um orçamento três vezes maior e a alteração da lei da CFEM”, afirmou. De acordo com Keniston, Parauapebas saiu de uma arrecadação de cerca de R$ 20 milhões mensais em royalties da mineração para mais de R$ 120 milhões por mês.
Ao final da entrevista, Keniston defendeu mais diálogo institucional e responsabilidade política. “É preciso separar a disputa da eleição da condução do mandato. É preciso dialogar com todas as esferas com responsabilidade e seriedade”, declarou.
Em uma das falas mais incisivas da entrevista, o deputado criticou o atual ambiente político local. “Uma das coisas mais difíceis no ambiente da política é encontrar equilíbrio entre conveniência e a verdade. Hoje não existe coerência, não existe verdade e não existe habilidade para dialogar na Prefeitura de Parauapebas”, afirmou.
A entrevista exibida pelo Pebas na TV reforçou a imagem de um parlamentar que busca associar experiência administrativa, defesa do desenvolvimento regional e compromisso social em um momento decisivo para o futuro econômico e urbano de Parauapebas e de toda a região mineradora do Pará.
Fonte e imagem: Assessoria Parlamentar














