Campanha gratuita e obrigatória começou nesta segunda-feira (15) e vai até 31 de julho para produtores de quase todas as regiões do Pará.
A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) inicia, nesta segunda-feira (15), a sua Campanha de Atualização Cadastral de rebanhos e criações. A ação é obrigatória, totalmente gratuita e voltada para todos os produtores rurais que desenvolvem atividades pecuárias no estado.
O objetivo principal é fortalecer o controle sanitário e garantir a saúde animal em todo o território paraense. A campanha terá duração de um mês e meio, seguindo com o prazo aberto até o dia 31 de julho.
Quais espécies devem ser cadastradas?
Os produtores devem declarar as informações atualizadas de todas as espécies animais presentes na propriedade. A lista inclui:
- Bovinos e Bubalinos
- Suínos, Caprinos e Ovinos
- Equídeos (cavalos, burros e jumentos)
- Aves e Abelhas
- Animais aquáticos (como peixes e camarões)
📍 Exceção regional: A campanha abrange todo o Pará, com exceção da região do Marajó. No arquipélago, a atualização cadastral será realizada separadamente, no segundo semestre deste ano.
Como realizar a atualização?
O procedimento é simples e pode ser feito de duas maneiras:
- Online: Por meio do Sistema de Gestão Agropecuária (SIGEAGRO), disponível diretamente no site oficial da Adepará.
- Presencial: O produtor que preferir pode se dirigir à unidade física da Adepará mais próxima de seu município.
O Impacto Estratégico e as Penalidades
A atualização cadastral é uma peça-chave para o planejamento de ações eficientes de prevenção e controle de doenças. Segundo Barbra Lopes, gerente de rastreabilidade e defesa agropecuária do órgão, o processo ajuda diretamente a manter o status do Pará como zona livre de febre aftosa, tornando a carne e os produtos paraenses mais competitivos no mercado.
A diretora de Defesa e Inspeção Animal da Adepará, Graziela Oliveira, reforça o papel do pecuarista: “Manter o cadastro atualizado é uma forma de cuidar da sua propriedade e contribuir para a proteção da agropecuária do Pará. Com as informações em dia, fortalecemos a vigilância dos rebanhos e preservamos as conquistas sanitárias”.
Consequências para quem perder o prazo
Os produtores que não realizarem a atualização até 31 de julho sofrerão sanções administrativas. A principal delas é o bloqueio da emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA). Sem esse documento, o produtor fica legalmente impedido de transportar, vender ou movimentar qualquer animal de sua propriedade dentro ou fora do Estado.









