Um furto milimetricamente planejado resultou no prejuízo estimado em R$ 5 milhões em uma joalheria na Rua Oscar Freire, um dos endereços comerciais de maior luxo na Zona Oeste de São Paulo. A ação criminosa durou cerca de 18 horas entre a manhã de domingo (11) e a madrugada de segunda-feira (12) e contou com requintes de deboche: os invasores chegaram a abrir e consumir uma garrafa de espumante do estoque durante o crime.
A informação sobre o consumo da bebida foi confirmada por um dos lojistas atingidos em depoimento à Polícia Civil e revelada pelo Bom Dia Brasil, da TV Globo.
A rota de invasão e a tática do papel-alumínio
Segundo as investigações do 78º Distrito Policial (Jardins), ao menos três criminosos participaram diretamente da invasão. O grupo acessou o quarteirão por volta das 7h de domingo e só deixou o local às 1h30 da madrugada de segunda-feira:
- Acesso inicial: O grupo invadiu primeiro um imóvel em obras localizado na Rua Melo Alves.
- Estratégia do “buraco na parede”: Do imóvel em reforma, os suspeitos abriram passagens nas paredes estruturais e atravessaram duas lojas de roupas antes de alcançar o objetivo final.
- Neutralização da segurança: Para evitar flagrantes, os criminosos cobriram os sensores das câmeras de monitoramento com papel-alumínio e desligaram os alarmes.
- O furto das joias: Dentro da joalheria na Oscar Freire, encontraram as peças de alto valor armazenadas em móveis e gavetas — fora de cofres.
Vizinhos e comerciantes da região relataram que não estranharam o barulho de ferramentas e perfurações ao longo do domingo por estarem habituados com o ruído frequente da obra vizinha.
Panorama do Inquérito Policial
| Detalhes da Ocorrência | Informações da Polícia Civil |
| Local do Crime | Rua Oscar Freire x Rua Melo Alves (Jardins, São Paulo) |
| Prejuízo Estimado | R$ 5 milhões em joias + mercadorias de lojas de roupas |
| Duração do Furto | ~18 horas (7h de domingo às 1h30 de segunda-feira) |
| Unidade Responsável | 78º DP (Jardins) |
| Técnicas Periciais | Perícia de local + coleta de impressões digitais via sistema AFIS |
| Status das Investigações | Análise de câmeras de rua; nenhum suspeito preso até o momento |
O crime só foi constatado na manhã de segunda-feira, quando o gerente da joalheria chegou para trabalhar, encontrou o estabelecimento revirado e identificou os rombos nas paredes. A Polícia Civil trabalha na análise das imagens de segurança da região para identificar os veículos e os rostos dos envolvidos na fuga.





