Pacientes com diabetes cadastrados na rede pública de Belém já podem ter acesso à insulina glargina nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde, o fornecimento nesta primeira etapa é direcionado prioritariamente a crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 e a idosos com 70 anos ou mais.
A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) informou que cerca de 5 mil refis da medicação foram distribuídos na rede municipal para contemplar um público inicial de 1.550 pacientes.
Quem tem direito nesta fase?
O medicamento de ação prolongada está disponível para:
- Crianças e adolescentes: De 2 anos a menores de 18 anos com diagnóstico de diabetes tipo 1;
- Idosos: Pessoas com 70 anos ou mais diagnosticadas com diabetes tipo 1 ou tipo 2.
Atenção para outras faixas etárias: Pacientes que não se enquadram nesses critérios de idade, mas necessitam da medicação, devem comparecer ao protocolo da Sesma — localizado na Avenida Governador José Malcher, nº 2821, no bairro de São Brás — para receber orientações sobre a solicitação.
Documentação necessária
Os pacientes dentro do perfil devem procurar a UBS mais próxima portando:
- Prescrição médica (validade de 6 meses);
- Laudo médico com especificação do CID (validade de 12 meses);
- Documento de identificação com foto;
- Comprovante de residência em Belém;
- Cartão Nacional de Saúde (Cartão SUS).
A cota mensal de refis fornecida será dimensionada de acordo com a dosagem estipulada na receita.
Diferença entre Insulina Glargina e NPH
A insulina glargina é um analógico de ação prolongada, mantendo efeito por cerca de 24 horas e exigindo, em geral, apenas uma aplicação diária em caneta aplicadora. Já a insulina NPH possui ação intermediária e pode demandar duas ou mais aplicações ao dia.
A Sesma reforça que qualquer transição entre os tipos de insulina deve ser prescrevida estritamente por um profissional de saúde, não devendo o paciente alterar o tratamento por conta própria.
Insulina gargina | Foto: governo federal






