Dirigentes discursaram em audiência com o ministro Luiz Fux e afirmaram que veto às casas de apostas ameaça empregos e esportes olímpicos.
Dirigentes de Flamengo e Fluminense participaram, na manhã desta terça-feira, de uma audiência pública conduzida pelo ministro Luiz Fux, relator no Supremo Tribunal Federal (STF) das ações que questionam a Medida Provisória emitida pelo Governo Federal para proibir a atuação de casas de apostas no Brasil. Durante a sessão, os representantes das equipes cariocas defenderam a liberação das bets e alertaram para os impactos financeiros severos no ecossistema do futebol brasileiro.
Mattheus Reis e Montenegro, presidente do Fluminense, estimou uma perda de R$ 200 milhões nas receitas anuais do clube e alertou para os riscos de demissões em massa no setor. Em sua sustentação, o dirigente destacou a vulnerabilidade de equipes menores com a eventual perda do patrocínio master e argumentou que, ao lado do endividamento das famílias por conta de jogos, há também o impacto social do desemprego na cadeia esportiva.
Pelo lado do Flamengo, o vice-presidente geral Flávio Willeman estimou o prejuízo do clube em R$ 430 milhões por ano, quantia que afetaria a folha de pagamento de mais de 1.200 colaboradores e prejudicaria os investimentos tanto no futebol profissional quanto nos esportes olímpicos. O dirigente enfatizou que os compromissos financeiros de longo prazo da equipe foram firmados com base na legislação anterior de regulamentação do setor.
Na abertura dos trabalhos, o ministro Luiz Fux voltou a defender o banimento definitivo das apostas de quota fixa no país. A proibição imposta pela MP do Governo Federal ainda depende de votação e validação no Congresso Nacional para se tornar definitiva.
Antônio Cruz/ Agência Brasil








