A presença vibrante do Arraial do Pavulagem na Cúpula foi um dos momentos mais marcantes do evento, levando cor, música e tradição popular amazônica para o centro das discussões sobre cultura, sustentabilidade e identidade. O grupo paraense, conhecido por transformar as ruas de Belém em um grande cortejo de celebração da vida, da ancestralidade e da coletividade, mostrou que a arte pode ser também um poderoso instrumento de diálogo e transformação social.
Durante sua participação, o Pavulagem apresentou performances que mesclaram ritmos regionais, como o carimbó, o marabaixo e o boi-bumbá, com expressões contemporâneas, reafirmando o valor da cultura amazônica como força viva e dinâmica. O cortejo colorido, acompanhado por tambores, estandartes e dançarinos, simbolizou a união entre tradição e modernidade — uma metáfora perfeita para o espírito da Cúpula, que buscou integrar saberes ancestrais com soluções inovadoras para o futuro.
Além da apresentação artística, os integrantes do Arraial também participaram de rodas de conversa sobre cultura popular, economia criativa e sustentabilidade, compartilhando a experiência do projeto como referência de gestão comunitária e valorização das expressões culturais locais.
Com sua energia contagiante e compromisso com a preservação das tradições amazônicas, o Arraial do Pavulagem mostrou que cultura é também política, resistência e esperança — e que o som dos tambores do norte ecoa muito além das ruas de Belém.








