A vistoria realizada pelo Crea-PA nas barragens do complexo Onça Puma trouxe de volta um problema que a Vale tenta administrar há anos: seu passivo socioambiental. A fiscalização foi motivada por divergências entre dados registrados no Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens e informações apresentadas pela própria mineradora. Em qualquer empresa, seria um alerta técnico. Na Vale, ganha outra dimensão. O histórico que envolve Mariana, Brumadinho e uma sequência de questionamentos ambientais transformou a companhia em alvo permanente da vigilância pública. No Pará, o projeto Onça Puma permanece como um dos capítulos mais sensíveis dessa trajetória, acumulando disputas judiciais, denúncias e cobranças que insistem em sobreviver ao tempo.










