Justiça rejeita pedido de soltura da influenciadora, que segue em cela especial no interior paulista enquanto defesa tenta reverter decisão.
A influenciadora e advogada Deolane Bezerra continuará detida na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. O Tribunal de Justiça do Estado (TJSP) rejeitou mais um pedido de habeas corpus apresentado por sua defesa. A equipe jurídica da famosa vem travando uma batalha em diferentes frentes do Judiciário, mas já acumula negativas em várias instâncias, inclusive no Supremo Tribunal Federal (STF).
Enquanto os advogados alegam que a prisão é uma medida extrema e ilegal, as investigações policiais apontam para um suposto esquema complexo que envolve a criação de 35 empresas de fachada para mascarar dinheiro de origem ilícita.
A batalha jurídica e as negativas nos tribunais
A busca pela liberdade de Deolane movimentou os tribunais nos últimos dias, resultando em três derrotas consecutivas para a defesa:
- Justiça Paulista (Primeira tentativa): Um pedido inicial nem sequer teve o mérito julgado. O magistrado plantonista entendeu que aquela não era a esfera correta para analisar a solicitação e arquivou o processo.
- Supremo Tribunal Federal (STF): A defesa recorreu a Brasília com um pedido de prisão domiciliar. No entanto, o ministro Flávio Dino barrou a solicitação, justificando que não havia ilegalidade evidente que exigisse uma intervenção urgente da Suprema Corte.
- Tribunal de Justiça (TJSP): O órgão analisou o mérito do novo recurso e rejeitou o pedido de soltura de forma definitiva nesta instância.
O advogado responsável pelo caso, Aury Lopes Júnior, criticou duramente a permanência da influenciadora na prisão, afirmando que ela nunca foi chamada para dar explicações antes de ter a prisão decretada. A equipe estuda levar o caso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar reverter a situação.
Investigação aponta 35 empresas no mesmo endereço
A operação policial mira uma suposta engenharia financeira montada para dar aparência legal a recursos de uma organização criminosa. De acordo com os investigadores, a suspeita contra Deolane ganhou força após a apreensão do celular de diretores de uma transportadora investigada.
No aparelho, os policiais encontraram comprovantes de transferências bancárias diretas para as contas da influenciadora. Para a polícia, esses repasses expressivos não eram honorários advocatícios, mas sim um acerto de contas ligado ao crime organizado, operado por meio das 35 empresas fantasmas registradas exatamente no mesmo endereço físico.
Prerrogativa profissional e polêmica sobre a cela
Por ser advogada registrada na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Deolane possui direito à Sala de Estado-Maior. Essa prerrogativa garante que ela não fique em uma cela comum com a população carcerária geral antes de uma condenação definitiva.
- Como é o espaço: O local onde ela está detida no interior paulista não possui as grades tradicionais de uma prisão comum e oferece instalações isoladas.
- Contestação: Apesar de ser um direito previsto em lei, o sindicato da categoria dos agentes penitenciários levantou questionamentos, apontando que os benefícios concedidos a ela estariam indo além do que a legislação prevê.
⚖️ O que diz a defesa: Em nota oficial, a equipe jurídica de Deolane reforçou que ela é totalmente inocente, que suas atividades profissionais são completamente lícitas e que tudo será esclarecido no momento certo. A defesa concluiu afirmando que segue cooperando com a Justiça e confia na imparcialidade do Poder Judiciário.
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