Limão teve alta de 10,75% no mês, enquanto manga rosa acumula aumento de 30,48% em 2026; acerola subiu 36,55% em 12 meses
As frutas presentes na mesa dos paraenses ficaram mais caras em julho. Levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE/PA) aponta aumento no preço da maioria das frutas comercializadas em feiras livres e supermercados da Grande Belém.
Na comparação entre julho e junho de 2026, o limão foi o produto que apresentou a maior alta, com reajuste de 10,75%. O maracujá também registrou aumento expressivo, de 8%.
A lista de produtos que ficaram mais caros no período inclui ainda a manga rosa, com alta de 4,94%; a melancia, com 4,82%; o abacate, com 4,13%; o melão amarelo, com 1,46%; o mamão, com 1,14%; e a goiaba vermelha, com 0,98%.
Nem todas as frutas, porém, tiveram aumento. A tangerina apresentou a maior queda, de 7,06%, seguida pela laranja pera, que ficou 6,07% mais barata. Também houve redução nos preços da acerola (-4,07%), do abacaxi (-3,04%) e da banana prata (-1,65%).
Manga rosa acumula alta de mais de 30% no ano
Quando analisado o período de janeiro a julho de 2026, o cenário de alta se torna ainda mais evidente. De acordo com o DIEESE/PA, a maioria das frutas pesquisadas apresentou aumento de preço e alguns produtos tiveram reajustes superiores à inflação estimada para o período, de aproximadamente 3,5%.
A manga rosa lidera as altas acumuladas no ano, com aumento de 30,48%. O mamão aparece em seguida, com alta de 18,98%, enquanto a melancia subiu 16,31%.
Também registraram aumento no acumulado de 2026 o abacaxi (10,51%), o maracujá (5,85%), o melão amarelo (4,08%), a acerola (2,48%) e a goiaba vermelha (0,33%).
Entre os produtos que ficaram mais baratos, o destaque é o abacate, cujo preço médio caiu 44,19% desde janeiro. O limão teve redução de 29,76%, enquanto a laranja pera caiu 15,11%. Também houve recuo nos preços da tangerina (-4,53%) e da banana prata (-1,76%).
Acerola sobe mais de 36% em 12 meses
O levantamento também analisou a variação dos preços entre julho de 2025 e julho de 2026. Nesse período, a acerola apresentou a maior alta, de 36,55%.
O melão amarelo teve aumento de 29,66%, seguido pela tangerina (14,54%), manga rosa (12,19%) e maracujá (9,26%). Também ficaram mais caros o abacate (4,95%), o mamão (3,27%), a goiaba vermelha (1,54%) e a banana prata (0,56%).
Por outro lado, a melancia apresentou queda expressiva de 33,69% em 12 meses. A laranja pera caiu 23,12%, enquanto o limão teve redução de 2,32% e o abacaxi, de 1,54%.
Dependência de produtos de outros estados pesa no preço
Para o DIEESE/PA, o comportamento dos preços das frutas revela um cenário de pressão sobre os custos de abastecimento. A forte dependência do Pará de produtos provenientes de outros estados contribui para aumentar a sensibilidade do mercado local às oscilações nos custos de produção e transporte.
Segundo a análise, esse conjunto de fatores pode contribuir para a manutenção de preços elevados e para uma maior volatilidade nos próximos meses, afetando diretamente o orçamento das famílias paraenses.
Preços médios em julho
Entre as frutas pesquisadas pelo DIEESE/PA, os maiores preços médios registrados em julho foram os da manga rosa, comercializada a R$ 12,33 o quilo, da tangerina, a R$ 11,58/kg, e do maracujá, a R$ 11,21/kg.
A acerola apresentou preço médio de R$ 9,90/kg; o abacate, R$ 9,32/kg; a goiaba vermelha, R$ 9,25/kg; a banana prata, R$ 8,92/kg; o mamão, R$ 8,84/kg; e o melão amarelo, R$ 7,65/kg.
Entre os menores preços médios estavam a melancia, a R$ 4,35/kg; o limão, a R$ 5,05/kg; e a laranja pera, a R$ 6,35/kg.
Da Redação do Jornal A PROVÍNCIA DO PARÁ com iformações do DIEESE/PA/Imagem: Reprodução





