Contrato do treinador terminou com a eliminação bicolor, e a diretoria deve definir os próximos passos do departamento de futebol para 2027
O futuro de Mazola Júnior no Paysandu entrou na pauta de decisões do clube após o empate por 1 a 1 com o Brusque, no domingo, 11, em Santa Catarina. O resultado encerrou as chances de acesso à Série B do Campeonato Brasileiro e confirmou a permanência do Papão na terceira divisão nacional em 2027.
Até esta terça-feira, 13, não havia confirmação oficial sobre a renovação do contrato do treinador. O vínculo tinha validade até o encerramento da participação bicolor na Série C, e a continuidade do trabalho dependerá das decisões da diretoria e do planejamento para a próxima temporada.
Em declarações após a eliminação, Mazola deixou claro que está disposto a conversar com os dirigentes, mas ressaltou que a decisão não depende exclusivamente dele. O treinador também demonstrou preocupação com os rumos do clube e defendeu mudanças para que o Paysandu consiga recuperar espaço no futebol brasileiro.
CONTRATO ENCERRADO
A situação contratual foi esclarecida pelo próprio treinador após a partida contra o Brusque. Mazola afirmou que seu compromisso com o Paysandu terminou no domingo e que aguardaria uma manifestação dos dirigentes sobre a possibilidade de continuar no comando da equipe.
A definição ocorre em um momento delicado para o clube, que precisa organizar o departamento de futebol e montar um planejamento para 2027. Segundo informações nos bastidores do Bicola, a diretoria ainda não havia anunciado uma decisão definitiva sobre a permanência do treinador.
CAUTELA BICOLOR
O diretor de futebol Alberto Maia afirmou que o clube aguardaria os desdobramentos dos próximos dias antes de se posicionar sobre o assunto.
A eleição para a presidência do Paysandu, marcada para 3 de novembro, também integra o cenário administrativo. Embora apenas uma chapa tenha sido inscrita, a definição da gestão para o próximo biênio é considerada importante para as decisões sobre a comissão técnica e a estrutura do futebol profissional.
Segunda passagem terminou sem o objetivo esperado
Mazola Júnior retornou ao Paysandu em setembro, depois da saída de Júnior Rocha, para tentar conduzir o time à Série B. A missão era difícil, e o desfecho acabou frustrando a torcida bicolor.
Nesta segunda passagem, o treinador comandou a equipe em cinco partidas, considerando a reta final da disputa nacional, com uma vitória, dois empates e uma derrota, conforme balanço do Paysandu.
Apesar de defender o desempenho do grupo em parte dessa sequência, Mazola reconheceu que o time voltou a falhar na hora de transformar as oportunidades em gols. Após o empate com o Brusque, ele apontou problemas de decisão no setor ofensivo, especialmente nos momentos em que o Paysandu poderia ter definido a partida.
O resultado deixou o clube sem o acesso, mesmo depois da vitória sobre a Ferroviária na rodada anterior, que havia mantido viva a esperança bicolor.
TREINADOR COBRA MUDANÇAS
A frustração de Mazola ficou evidente na entrevista concedida após o jogo. O treinador comparou o sentimento provocado pela eliminação a uma “facada no meio do peito” e afirmou que o Paysandu precisava rever sua trajetória recente.
Na avaliação do técnico, o clube não pode continuar alternando temporadas de acesso e rebaixamento sem construir uma estrutura capaz de garantir estabilidade esportiva.
Mazola também defendeu que o objetivo do Paysandu não deve se limitar a voltar à Série B, mas incluir um projeto consistente para que o clube volte a disputar posições mais relevantes no cenário nacional.
As declarações funcionaram como um alerta à direção bicolor: além de escolher quem comandará o time em 2027, o clube terá de avaliar a montagem do elenco, o planejamento esportivo e as condições necessárias para evitar que mais uma temporada termine sem o principal objetivo.
E AGORA, MAZOLA FICA OU SAI?
Por enquanto, a resposta permanece em aberto. Não há confirmação de renovação nem anúncio oficial de desligamento. O término do contrato, por si só, não significa que o treinador esteja definitivamente fora dos planos do Paysandu, mas deixa a continuidade condicionada a um novo entendimento entre as partes.
A diretoria terá de avaliar se considera viável dar sequência ao trabalho iniciado na reta final da Série C ou se prefere buscar outro nome para comandar a reconstrução da equipe.
Para Mazola, a permanência dependerá da proposta e dos planos apresentados pelo clube. Para o Paysandu, a escolha será uma das primeiras decisões importantes de uma temporada que exigirá respostas dentro e fora de campo.
A torcida, que viu o acesso escapar novamente, aguarda mais do que a definição de um treinador: espera um projeto capaz de devolver competitividade ao Papão e interromper a sequência de frustrações no Campeonato Brasileiro.
Por ROBERTO BARBOSA/Jornal A PROVÍNCIA DO PARÁ





