Evento no Ibram reuniu pesquisadores, setor mineral e comunidade ambiental para lançamento do livro “Onde andei valeu a pena”
O lançamento do livro “Onde andei valeu a pena”, do naturalista João Batista Fernandes, reuniu na última quarta-feira, 25, na sede do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), pesquisadores, representantes do setor mineral e autoridades em torno de agenda central para a indústria: a integração entre produção, conservação ambiental e geração de valor social. A obra reúne relatos de mais de 40 anos de pesquisa na Amazônia e registros de 100 espécies de plantas identificadas ao longo da trajetória do autor, sendo 18 delas na Floresta Nacional de Saracá-Taquera (PA), onde opera a Mineração Rio do Norte (MRN).
Prestigiado por acadêmicos, profissionais da área, além de familiares, João Batista destacou o caráter estratégico do lançamento na capital federal. “Brasília é o centro das decisões do país, que impactam diretamente a Amazônia. Trazer esse trabalho para cá amplia o alcance dessa história. Começar por Brasília é estratégico, porque é daqui que as decisões partem”, afirmou. O livro também marca os 25 anos do Programa de Resgate, Salvamento, Multiplicação e Reintrodução da Flora, iniciativa da MRN que já contribuiu com a restauração ecológica de mais de 8 mil hectares na região amazônica e é considerado um dos principais cases ambientais do setor.
Segundo o diretor Jurídico e de Sustentabilidade da MRN, Vladimir Senra Moreira, o livro traduz uma ciência construída no campo. “É a história de uma pessoa que transformou a observação em ciência e que há 40 anos defende a Amazônia. O João é parte fundamental do nosso programa de recuperação ambiental. Essa parceria diz muito sobre a relevância da biodiversidade e, sobretudo, sobre o valor das pessoas para a MRN”. Vladimir ressaltou o local do evento: “O fato de esse lançamento acontecer aqui, na casa da mineração, simboliza o grau de responsabilidade socioambiental que o setor vem construindo”.
Para o diretor-presidente do Ibram, Pablo Cesário, o lançamento reflete uma transformação estrutural na indústria mineral. “Mais do que um livro, é um exemplo de como a mineração pode gerar impacto positivo na vida das pessoas. Trata-se de uma história de propósito de longo prazo, que demonstra como ciência, conservação e atividade produtiva podem caminhar juntas”, afirmou. Em sua fala, o diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM), José Fernando Gomes, citou a MRN como referência no setor: “É um case de sucesso da mineração brasileira, com forte contribuição para o desenvolvimento regional e para a agenda ambiental”.
Para Jocenildo Marinho, o analista ambiental da MRN, o diferencial da publicação está em dar visibilidade a um trabalho historicamente pouco documentado fora do meio técnico. “Muitas vezes, esse esforço não é plenamente capturado em relatórios. O livro permite mostrar os bastidores de um processo complexo, conduzido por equipes que atuam diretamente na recuperação ambiental”, afirmou. Ele destacou ainda que a iniciativa busca ampliar o alcance da iniciativa: “O objetivo é levar esse conteúdo para além do ambiente técnico e mostrar que o trabalho vai além das condicionantes regulatórias.”

MINERAÇÃO, CIÊNCIA E LONGO PRAZO
Organizador da obra, o pesquisador Laércio Barbeiro ressaltou que o livro conecta duas histórias: a trajetória de João Batista e a consolidação de um projeto ambiental de longo prazo na Amazônia. “A mineração é um pilar da sociedade e essa obra mostra como ciência e atividade produtiva podem caminhar juntas. O João representa uma ciência empírica, construída na floresta, que gera resultados concretos”, disse. Ele destacou a importância de iniciativas contínuas: “Não se trata apenas de descobrir espécies, mas de desenvolver método, testar soluções e compreender a dinâmica da floresta.”
SOBRE O LIVRO “ONDE ANDEI VALEU A PENA”
A obra resgata experiências vividas em campo e revela o olhar de um pesquisador autodidata que transformou a observação em método científico. João Batista iniciou sua jornada no Museu Emílio Goeldi, em Belém, na década de 1970, e seguiu sua trajetória com expedições a mais de 50 municípios em 12 estados brasileiros e nas fronteiras com a Guiana, Venezuela e Colômbia. Também participou de zoneamentos e inventários florestais até chegar à Mineração Rio do Norte (MRN), em 2008, fortalecendo um dos mais robustos programas de conservação da floresta amazônica. Entre as contribuições mais relevantes, está a participação na identificação de cerca de 100 espécies novas para a ciência, sendo 18 delas descobertas na Floresta Nacional de Saracá-Taquera, no Oeste do Pará, área de atuação da MRN.
Fonte e Imagem: Comunicação MRN










