domingo, março 29, 2026
Desde 1876

Sesquicentenário – Paulo Emanuel: do sonho de criança para a realidade em A PROVÍNCIA DO PARÁ

Por ROBERTO BARBOSA, editor

O Jornalista Paulo Emanuel é um desses profissionais dos bons que deixou sua marca, seu traçado em um momento ao longo desses 150 anos de existência do Jornal A PROVÍNCIA DO PARÁ. Ele é um dos poucos cartunistas do jornal que ainda podem contar a história, assim como o João Bosco. Seus saudosos colegas Biratan e A. Torres já estão no andar superior da eternidade.

Paulo Emanuel concedeu uma entrevista bem humorada ao jornalista Roberto Barbosa, ao lado do também jornalista Marco Moraes em uma panificadora no bairro do Reduto, tradicional ponto da área nobre da capital paraense, oportunidade em que narrou um pouco de sua história com este jornal, sua evolução e de quando era criança e que já ouvia falar em A PROVÍNCIA, um dos maiores jornais do Estado do Pará sediado na capital, Belém.

“A PROVÍNCIA DO PARÁ sempre foi um marco histórico, digo isso, porque quando eu era menino, em Breves, eu via A PROVÍNCIA chegar lá, olhava o jornal, gostava do logotipo, e o que mais me chama atenção, a parte curiosa é que, numa revista de palavras cruzadas, estava escrita a pergunta “qual era o terceiro maior jornal da América Latina, e a resposta era A PROVÍNCIA DO PARÁ”.

Para Paulo Emanuel, isso era um orgulho, afinal, não se tratava de uma publicação de palavras cruzadas feita aqui, mas no extremo sudeste do Brasil. Uma verdadeira honra.

Posteriormente, Paulo Emanuel vem para Belém e, de repente, se encontra trabalhando em A PROVÍNCIA.

Recorda o jornalista que veio para Belém, cursou Jornalismo na Universidade Federal do Paré e viria a ser convidado para trabalhar no jornal por Jota Bosco. Foi a realização de um sonho, não apenas pela questão de imprensa, mas por ser num jornal permeado de história que se entremeia com a história do Estado do Pará. Nessa primeira fase passou dois anos, de 1987 ao final de 1989. Depois, voltou em 1994 a 1999. A primeira fase, na era dos Diários e Emissoras Associados e, depois, na era do empresário e editor Gengis Freire.

ORGULHO

Perguntado como se sente ao vivenciar esta nova era do jornal, Paulo Emanuel disse que:

“A PROVÍNCIA tem um fato muito interessante; ela sobreviveu os primeiros 100 anos passando por várias fases do segmento da imprensa, e eu vivi o momento da passagem do analógico para a tecnologia. Os anos 80 foi a fase do analógico e, quando chega a 96, o jornal vira uma empresa informatizada, com computadores e tudo o mais, a era da policromia”.

Recordou que, nessa fase, o ponto triste foi a dispensa de mais de 60 funcionários que seriam substituídos pela tecnologia.

“Então, a gente vê a transformação, mas o jornal sempre procurando se manter, cheio de guerreiros lá dentro”.

ESTILO GÓTICO

Conforme disse Paulo Emanuel, há dezenas de profissionais que tiveram sua passagem por A PROVÍNCIA DO PARÁ, com sua logomarca no estilo gótico. Muitos são apaixonados. Há um grupo de whatSapp formado por ex-funcionários que se encontram uma vez por ano, mas que se comunicam permanentemente para recordar histórias, para falar do relançamento do jornal na era digital com notícias em tempo real.

Para Paulo Emanuel, isso tudo mostra a tradicional existência de se reinventar, de se recriar e de continuar não apenas à frente de seu tempo, mas de sobreviver como A PROVÍNCIA DO PARÁ, um dos jornais mais antigos da América Latina.

Transcrito da Edição Digital de A PROVÍNCIA DO PARÁ/Imagens: Roberto Barbosa

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