segunda-feira, junho 8, 2026
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“Amazônia Motirô”: Ópera moderna une tecnologia, sustentabilidade e talento paraense no Theatro da Paz

Espetáculo inédito celebra a identidade da região com cenários virtuais, figurino indígena reciclado e mensagens de preservação ambiental.

Após encantar o público com as montagens de “Os Heróis” e “La Serva Padrona”, o XXV Festival de Ópera do Theatro da Paz se prepara para um momento histórico e profundamente conectado com a nossa região. Na quarta e quinta-feira, dias 10 e 11 de junho, às 20h, o imponente palco em Belém recebe a estreia de “Amazônia Motirô”, uma ópera moderna que promete fundir música, canto, teatro, tecnologia, artes visuais e movimento cênico em uma emocionante celebração da identidade e da força criativa paraense.

A Força da Criação Coletiva e Regional

Diferente das produções clássicas tradicionais, “Amazônia Motirô” destaca-se por ser um espetáculo concebido e executado majoritariamente por talentos locais. A bailarina e coreógrafa da montagem, Ana Unger, enfatiza o significado desse trabalho nos bastidores:

“Mais do que uma nova produção operística, ‘Amazônia Motirô’ simboliza a força da criação coletiva amazônica. A participação de compositores, regentes, cantores, músicos, bailarinos, atores, cenógrafos, figurinistas, iluminadores, videomakers, produtores e técnicos paraenses demonstra a maturidade da cena cultural local e sua capacidade de desenvolver projetos de grande relevância artística.”

O espetáculo tem linguagem musical contemporânea com composição original assinada por Thiago D’Albuquerque. A execução fica a cargo da prestigiada Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP), sob a regência da maestra Laura Gentile, e do Coro Carlos Gomes, conduzido pela maestra Maria Antônia Jimenez. A performance cênica conta com as potentes vozes dos solistas líricos Lys Nardoto e Idaías Souto, com a presença marcante da artista Érika Keuffer e com o dinamismo da Cia de Dança Ana Unger.

Sustentabilidade e Tecnologia no Palco

A ópera equilibra com maestria o respeito às tradições regionais e o uso de inovações tecnológicas. O palco se transformará continuamente em rios, florestas e comunidades por meio de cenários virtuais e recursos audiovisuais criados por Roberta Carvalho.

A consciência ambiental também molda os figurinos da estilista Jacque Carvalho. As peças foram produzidas com materiais reciclados, biodegradáveis e enriquecidas com artesanato indígena. Todo esse vestuário foi confeccionado por artesãs de cooperativas locais, um cuidado que exalta e valoriza diretamente a mão de obra das mulheres da Amazônia. Além da estética exuberante, o enredo propõe uma profunda reflexão sobre os impactos da poluição das águas e a urgente tomada de consciência ecológica.

Bilheteria e Próximas Atrações do Festival

Com essa produção inovadora, o Festival de Ópera do Theatro da Paz projeta para o mundo o talento e o potencial tecnológico do Pará, reafirmando seu compromisso com a valorização da diversidade cultural brasileira.

A agenda do festival segue intensa em junho. Logo após “Amazônia Motirô”, o público poderá conferir o recital “Deuses e Demônios”, com Saulo Javan e Vitor Philomeno, no dia 13 de junho. Para encerrar esta vigésima quinta edição com chave de ouro, a clássica ópera “La Traviata” será encenada nos dias 21, 22 e 23 de junho.

Os ingressos para todas as apresentações já podem ser adquiridos de forma prática pelo site ou aplicativo Ticket Fácil, além de estarem disponíveis diretamente na bilheteria do Theatro da Paz.

Foto: Divulgação

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