No talk show #Nepograma, cantora revela como a sombra do sucesso do pai, Zezé Di Camargo, gerou ciclos de autossabotagem
Wanessa Camargo abriu o jogo sobre as pressões de carregar um sobrenome de peso na indústria do entretenimento. Durante sua participação no episódio de estreia da nova temporada do #Nepograma, apresentado por Luisa Perisse e com a presença de Ana Morais, a cantora revelou conviver há anos com a “síndrome do impostor” devido à sua herança familiar como filha de Zezé Di Camargo.
A conversa, que antecipa o lançamento da temporada no canal da Sony Channel no YouTube no próximo dia 5 de maio, trouxe à tona memórias marcantes da infância da artista. Wanessa relembrou como a transição do anonimato para a fama mudou drasticamente a forma como seus colegas a tratavam na escola, gerando cicatrizes emocionais.
“Antes, eu sofria bullying na escola. Isso me marcou muito, e de repente eu era a mais popular da escola. Eu achava o máximo, mas depois eu fui ficando revoltada por entender que as pessoas estavam sendo interesseiras”, desabafou a cantora.
Para a artista, a sensação de que suas conquistas poderiam ser questionadas por conta de seu pai a levou a um ciclo de autossabotagem. Ela explicou que, muitas vezes, buscou caminhos mais árduos apenas para tentar provar seu valor aos críticos: “Eu me coloquei em situações pra sofrer mais, uma autossabotagem. Você se coloca pra justificar o olhar do outro”, afirmou.
O programa, que explora justamente a trajetória de herdeiros de grandes talentos, terá uma leva de oito episódios. Além de Wanessa, nomes como Tiago Abravanel, Bela Gil, Bruno Mazzeo e Lúcio Mauro Filho estão confirmados para os próximos debates sobre legado, privilégio e identidade profissional.









