quarta-feira, junho 17, 2026
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Educação financeira desde cedo é chave para autonomia das novas gerações

Em cenário de amplo acesso a serviços financeiros, especialista destaca a importância do aprendizado contínuo para decisões mais conscientes

A presença dos jovens no sistema financeiro nunca foi tão grande. Contas digitais, aplicativos bancários, cartões e ferramentas de pagamento instantâneo fazem parte da rotina de milhões de brasileiros. Mas, apesar desse acesso cada vez mais facilitado, muitos ainda enfrentam

dificuldades para administrar o próprio dinheiro, planejar o futuro e tomar decisões financeiras seguras.

Dados do Relatório de Cidadania Financeira do Banco Central mostram que 96% dos adultos brasileiros já mantinham relacionamento com alguma instituição financeira em 2020. O número representa um avanço importante na inclusão financeira do país. No entanto, especialistas alertam que ter acesso aos serviços financeiros não significa, necessariamente, estar preparado para utilizá-los de forma consciente.

O próprio Banco Central destaca que a cidadania financeira envolve muito mais do que possuir uma conta bancária. Ela está relacionada à capacidade de compreender produtos financeiros, organizar o orçamento, avaliar riscos e fazer escolhas alinhadas aos próprios objetivos de vida.

Entre os jovens, os desafios são ainda mais evidentes. Pesquisas apontam que 43% dos adolescentes e jovens demonstram preocupação ao pensar sobre o futuro profissional e financeiro. Outros 21% afirmam sentir confusão diante das decisões que precisarão tomar em relação à carreira, geração de renda e planejamento de vida.

Para Malena Pinheiro, gerente de Negócios do Sicredi, a educação financeira precisa ser construída desde cedo e fazer parte do cotidiano das famílias. Segundo ela, muitos dos problemas enfrentados pelos adultos atualmente têm origem na falta de orientação durante a infância e adolescência. “Hoje, cerca de 75% a 80% da população brasileira possui algum tipo de endividamento. Isso mostra como a educação financeira precisa ser trabalhada desde a base, desde a infância. Quando a criança cresce sem participar dessas conversas, ela chega à vida adulta sem referências sobre planejamento, organização e uso consciente do dinheiro”, afirma.

A especialista destaca que falar sobre finanças dentro de casa é um dos primeiros passos para formar adultos mais preparados para tomar decisões responsáveis. “O ensinamento precisa

começar na primeira infância e acompanhar o jovem ao longo de todas as fases da vida. Isso contribui para escolhas mais conscientes, evita desperdícios e ajuda a desenvolver uma relação

mais saudável com o consumo”. Em um cenário marcado pela influência das redes sociais e pela oferta constante de produtos e serviços, desenvolver uma relação equilibrada com o dinheiro tornou-se uma habilidade fundamental. “Hoje existe uma ansiedade muito grande em torno do consumo. Os jovens são impactados o tempo todo por propagandas, influenciadores e ofertas na internet. Por isso, trabalhar o consumo consciente desde cedo é fundamental”, ressalta Malena.

Ela observa que o acesso facilitado a produtos financeiros também exige mais responsabilidade. “Ter vários cartões de crédito ou acesso a diferentes formas de pagamento não significa ter controle financeiro. O crédito pode ser um grande aliado quando utilizado com planejamento, mas também pode se tornar um problema quando usado sem orientação”. Segundo a gerente, um dos erros mais comuns entre os jovens é agir por impulso ao gastar dinheiro, seja da mesada, do estágio ou do primeiro emprego.

Para ajudar na organização financeira, ela recomenda métodos simples de planejamento, como a regra 50-20-30. “A ideia é destinar 50% da renda para despesas fixas, 30% para lazer e desejos pessoais e 20% para

investimentos ou formação de uma reserva de emergência. Quando o jovem aprende a organizar os recursos dessa forma, ele percebe que educação financeira não é algo complicado, mas uma ferramenta para alcançar objetivos”, explica.

Malena também acredita que a falta de orientação continua sendo um dos principais obstáculos para a construção de hábitos financeiros saudáveis. “Muitas vezes os pais também não tiveram acesso à educação financeira e isso acaba sendo reproduzido de geração em geração. Hoje a informação está disponível, mas ainda é preciso despertar o interesse das pessoas pelo tema e mostrar que educação financeira não é algo chato ou distante da realidade”.

Nesse contexto, iniciativas educativas promovidas por escolas, instituições financeiras, cooperativas e organizações da sociedade civil desempenham papel fundamental na formação das novas gerações. Ao aproximar temas financeiros da realidade dos jovens, essas ações contribuem para transformar informação em conhecimento e acesso em autonomia. O Sicredi, por exemplo, oferta cursos online gratuitos sobre o tema na plataforma Sicredi na Comunidade. Mais do que ensinar conceitos sobre orçamento, crédito e investimentos, os cursos ajudam a desenvolver planejamento, responsabilidade e visão de longo prazo.

Acesse sicredi.com.br/nacomunidade e saiba mais.

Sobre a Sicredi Ouro Verde MT/PA

A Sicredi Ouro Verde MT/PA é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 225 mil associados que exercem o

papel de donos do negócio. Com 44 agências, a cooperativa está presente fisicamente nos estados de Mato Grosso e Pará, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras.

No estado de Mato Grosso, contempla os municípios de Itanhangá, Ipiranga do Norte, Tapurah, Lucas do Rio Verde, Nova Maringá, Nova Mutum, Santa Rita do Trivelato, São José do Rio Claro, Diamantino, Alto Paraguai, Nobres, Rosário Oeste, Acorizal, Jangada e Cuiabá, e no Estado do Pará a cooperativa está presente em Ananindeua, Belém, Benevides, Cachoeira do Arari, Castanhal, Colares, Curralinho, Limoeiro do Ajuru, Marituba, Muaná, Ponta de Pedras, Salvaterra, Santa Bárbara do Pará, Santa Izabel do Pará, Santo Antônio do Tauá, São Caetano de Odivelas, São Sebastião da Boa Vista, Soure e Vigia, somando 34 municípios.

Por Fabiana Cabral/Imagens: Divulgação

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