O Santa Rosa Esporte Clube ampliou a pressão por esclarecimentos no futebol paraense ao formalizar pedidos e denúncias junto às instâncias responsáveis pela arbitragem no Estado do Pará. O clube solicitou, por intermédio de seu presidente Luiz Omar, acesso integral às imagens e aos áudios da cabine do VAR, além de protocolar uma denúncia administrativa contra a Comissão de Arbitragem da Federação Paraense de Futebol (FPF-PA).
Em requerimento encaminhado oficialmente à Comissão de Arbitragem do Pará e à própria Federação, a diretoria do Santa Rosa pede a liberação completa das gravações da sala do VAR, bem como de todas as comunicações entre árbitros de campo e a equipe de vídeo durante partidas do Campeonato Paraense Série A1 em que a tecnologia foi utilizada.
Conforme nota divulgada nas redes sociais, o objetivo do pedido não é alterar resultados — uma vez que a competição já foi encerrada —, mas sim assegurar transparência nos procedimentos adotados e esclarecer eventuais dúvidas sobre a atuação dos profissionais responsáveis pelo VAR.
“O requerimento não tem como finalidade modificar placares, mas assegurar lisura, honestidade, integridade e transparência nos procedimentos adotados durante os jogos em que houve utilização do VAR”, destacou o clube.
Denúncia administrativa levanta suspeitas graves
Paralelamente ao pedido de acesso ao material do VAR, o Santa Rosa também protocolou uma denúncia formal na FPF-PA contra membros da Comissão de Arbitragem. O documento aponta uma série de suspeitas que, segundo o clube, precisam ser apuradas com rigor.
Entre as alegações apresentadas estão:
- suposto comércio paralelo envolvendo a venda de produtos esportivos a árbitros em troca de escalas para partidas oficiais;
- recebimento de presentes, incluindo equipamentos eletrônicos, como forma de favorecimento;
- pagamento de valores sob a justificativa de “patrocínio” em troca de designações para jogos;
- denúncias de perseguição e desligamento de árbitros sem justificativa clara.
Outro ponto considerado sensível envolve uma possível interferência externa na elaboração da súmula de uma partida entre Águia de Marabá e São Francisco. Segundo o documento, um incidente em que um assistente teria sido atingido por bebida arremessada por torcedores não teria sido registrado oficialmente após intervenção externa atribuída à presidência da Comissão de Arbitragem.
As denúncias incluem ainda a acusação de que um árbitro teria atuado sob efeito de álcool, sem que houvesse qualquer tipo de punição posterior por parte da comissão.
PRESSÃO DE CLUBES E REPERCUSSÃO
O caso ganhou maior dimensão após a informação de que 14 clubes filiados à FPF-PA encaminharam pedido ao presidente da entidade, Ricardo Gluck Paul, solicitando a exoneração dos atuais membros da Comissão de Arbitragem.
Apesar das críticas contundentes, o Santa Rosa fez questão de reforçar apoio institucional à presidência da Federação Paraense de Futebol. Segundo o clube, a iniciativa busca contribuir para o fortalecimento, a credibilidade e a transparência do futebol no estado.
Até o momento, nem a Comissão de Arbitragem nem a Federação Paraense de Futebol se manifestaram oficialmente sobre os pedidos de acesso às gravações do VAR e as denúncias apresentadas.
Fonte: Ascom do Santa Rosa/Imagem: Ray Nonato













