A Polícia Civil do Pará realizou, na tarde de ontem, terça-feira, 24, a incineração de mais de 1,3 tonelada de entorpecentes apreendidos em operações realizadas nos últimos meses. A ação ocorreu no município de Castanhal, no nordeste do estado, e contou com a presença de representantes do Ministério Público do Estado (MPE), da Vigilância Sanitária e da Corregedoria da corporação, garantindo a legalidade e a transparência do procedimento.
Coordenada pela Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc), a operação marcou a etapa final do processo legal após a apreensão das drogas. De acordo com o delegado Davi Cordeiro, titular da Denarc, o material destruído inclui substâncias como óxi — derivado da cocaína — e skunk, uma variação mais potente da maconha.
“Essa incineração representa a conclusão de um trabalho que começa nas ações de combate ao tráfico. Antes da destruição, todo o material passa por perícia técnica que comprova sua natureza, e somente após autorização judicial é realizado o procedimento”, explicou o delegado.
As drogas incineradas são oriundas de apreensões realizadas entre dezembro de 2025 e meados de março deste ano. As ações envolveram equipes da própria Denarc, unidades vinculadas à Diretoria de Polícia Metropolitana (DPM) e também a Base Fluvial Antônio Lemos, que atua no combate ao tráfico em áreas ribeirinhas.

Ao todo, foram destruídos 1.178 quilos e 682 gramas de maconha e 163 quilos e 165 gramas de cocaína, totalizando 1.341,847 quilos de substâncias entorpecentes.
A Corregedoria da Polícia Civil também acompanhou o processo, por meio da Divisão de Crimes Funcionais (DCRIF). Segundo o delegado Thiago Mendes, a presença do setor é fundamental para assegurar que todos os trâmites legais sejam cumpridos rigorosamente.
“A atuação da Corregedoria garante a lisura do procedimento, reforçando a transparência e a confiança da sociedade no trabalho policial”, destacou.
A incineração de drogas é considerada uma etapa essencial no enfrentamento ao tráfico, não apenas pela retirada definitiva das substâncias de circulação, mas também pela prestação de contas à sociedade sobre o destino do material apreendido em operações policiais.
Da Redação do Jornal A PROVÍNCIA DO PARÁ/Imagens: Jorge Nascimento









