Um caso que mobilizou equipes de resgate e chamou a atenção internacional teve um desfecho dramático na região de Komatipoort, próximo ao Parque Nacional Kruger nesta semana que ora se encerra. O empresário Gabriel Batista, de 59 anos, desaparecido há dias, foi possivelmente vítima de um ataque de crocodilo após ser surpreendido por uma enchente.
Conforme informações das autoridades sul-africanas, o empresário tentava atravessar uma ponte de baixa elevação sobre o rio Komati quando a força da água arrastou sua caminhonete. A suspeita é de que ele tenha abandonado o veículo no meio da correnteza e tentado escapar a pé, entrando em uma área conhecida pela presença frequente de crocodilo-do-Nilo.
As buscas envolveram uma grande operação com uso de helicópteros, drones e mergulhadores, acompanhadas de perto pela família da vítima. O ponto de virada nas investigações ocorreu quando equipes localizaram um crocodilo com comportamento considerado atípico em uma ilha dentro do parque ambiental.
O animal, de grande porte, apresentava sinais incomuns, como inchaço abdominal e pouca movimentação. Diante da situação, as autoridades optaram pela captura e remoção do réptil para análise. Após exames preliminares, foram encontrados restos humanos no interior do animal, além de um objeto pessoal que pode ser ligado ao empresário desaparecido.
Peritos ainda aguardam a conclusão de exames de DNA para confirmação oficial da identidade, mas a polícia já trabalha com a hipótese de que o empresário tenha sido vítima fatal no incidente. Ainda não há definição sobre se ele morreu afogado antes ou se foi atacado ao tentar chegar a um local seguro.
O caso também acendeu um alerta entre autoridades ambientais e de segurança da região, que avaliam se o animal poderia estar envolvido em outros episódios semelhantes. A família de Gabriel informou que deve se manifestar apenas após a conclusão dos laudos periciais.
O episódio reforça os riscos enfrentados em áreas de preservação ambiental, especialmente durante períodos de cheias, quando rios transbordam e aumentam o contato entre humanos e animais selvagens.
Por ROBERTO BARBOSA, da Redação do Jornal A PROVÍNCIA DO PARÁ, com informações da Agência Ronabar/Imagem: Reprodução













