Entenda sobre o conflito entre a fé e a sexualidade durante o PhD nos EUA
A estreia de Gil do Vigor como debatedor fixo do programa Papo de Segunda (GNT), nesta segunda-feira (27), foi marcada por um desabafo honesto e vulnerável. O economista e ex-BBB, de 34 anos, revelou que viveu uma profunda crise pessoal e espiritual após sua passagem pelo reality show, chegando a tentar encontros com mulheres em uma busca desesperada por “salvação”.
O Retorno dos “Fantasmas” Religiosos
A crise teve seu ápice durante o período em que Gil se mudou para os Estados Unidos para cursar o seu PhD. Segundo o influenciador, o isolamento no exterior trouxe à tona dogmas que ele acreditava ter superado após duas décadas de vivência na igreja.
“Todos os meus pensamentos de 20 anos dentro da religião voltaram para mim. Comecei a me questionar, novamente, se ser um homem gay era aceito por Deus”, confessou Gil.
Um Ano de Celibato e Negação
Durante o relato, Gil entregou que dedicou um ano inteiro a tentar se moldar novamente às normas religiosas. Esse processo incluiu a prática do celibato e a tentativa de se envolver afetivamente com mulheres, motivada pelo medo e por uma ansiedade paralisante.
“Comecei a marcar encontro com meninas, porque eu tinha muito medo. Eu não estava mais me reconhecendo”, relembrou.
O economista explicou que o conflito era tão interno que ele temia que o público não compreendesse sua confusão: “Eu não sabia mais onde eu estava”.
O Conflito com o Sagrado
Diferente de sua saída do BBB, onde a preocupação era a aceitação do público, Gil destacou que, desta vez, o embate era exclusivamente com sua fé. O ponto de ruptura aconteceu em um momento de desespero: “Eu começo a chorar, vou para a Igreja e falo: eu sou gay, eu não aguento mais”.
A Redenção no Brasil
A estabilidade emocional só retornou quando o economista voltou ao solo brasileiro. O contato com suas raízes e o distanciamento da pressão acadêmica e solitária do doutorado permitiram que ele reafirmasse sua identidade.
“Eu precisei voltar, me entender e dizer: eu me orgulho de quem eu sou e está tudo bem”, concluiu ele, sob os olhares atentos de seus novos colegas de bancada, João Vicente de Castro, Francisco Bosco e Rafael Zulu.
A declaração de Gil do Vigor joga luz sobre a complexidade da autoaceitação para pessoas LGBTQIAPN+ vindas de contextos religiosos, provando que o processo de “sair do armário” pode ser revisitado por traumas e pressões psicológicas, mesmo após a fama mundial.
Divulgação/GNT









