Políticas públicas, programas de inclusão produtiva e cursos das Usinas da Paz impulsionam empregos formais, a geração de renda e o empreendedorismo em todo Estado: Pará é lider na criação de postos de trabalho no Norte nos últimos doze meses
Celebrado em 1º de maio, o Dia do Trabalhador é lembrado no Pará por significativos avanços em geração de empregos formais, com fortalecimento de setores produtivos e ampliação de perspectivas econômicas em todo Estado. Entre 2019 e o primeiro bimestre de 2026, o Pará registrou 2.984.467 admissões formais, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA), em parceria com a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster). O Pará é líder na geração de empregos no Norte no primeiro trimestre de 2026, segundo balanço divulgado nesta quarta (30), pelo Dieese-PA. O Estado também liderou o mesmo ranking da criação de postos de trabalho na região nos últimos doze meses.
Os dados refletem o dinamismo da economia do Estado e evidenciam os resultados das políticas do governo do Pará voltadas à qualificação profissional. Entre 2019 e 2026, um total de 48.931 pessoas foram qualificadas no Estado, por meio de iniciativas como o “Qualifica Pará” e oficinas de capacitação. O impacto também se reflete nos setores econômicos: o setor de serviços lidera, com saldo de 113.423 vagas; seguido pelo comércio, com 85.739 postos — juntos, eles representam 72,3% dos empregos formais gerados no Pará desde 2019. Indústria (42.344), construção civil (26.462) e agropecuária (7.652) também contribuíram.
Para o secretário da Seaster, Inocêncio Gasparim, os resultados demonstram a consistência das políticas públicas do Pará. “Esse desempenho é fruto de um trabalho contínuo, que tem priorizado o crescimento econômico aliado à geração de emprego e renda. Mesmo diante de desafios, o Pará mantém uma trajetória positiva e segue ampliando oportunidades para a população”, avalia Gasparim.
O supervisor técnico do Dieese-PA, Everson Costa, ressalta a importância da continuidade dessas ações. “Os dados mostram uma evolução consistente na geração de empregos formais, reforçando a necessidade de manter investimentos em qualificação profissional e no fortalecimento da economia, especialmente diante das novas oportunidades que se apresentam ao Estado”, destacou.
POLOS PRODUTIVOS
A geração de empregos no Pará também é impulsionada pela expansão da atividade industrial e pela atração de novos investimentos. Nesse cenário, a Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec) atua na organização de áreas estratégicas para a instalação de empresas e no suporte a investidores interessados em operar no Estado.
Atualmente, os distritos industriais de Belém, Ananindeua, Marabá e Barcarena concentram mais de 220 empresas em operação, responsáveis pela geração de cerca de 65,5 mil empregos diretos e indiretos, evidenciando o impacto da política de desenvolvimento econômico na dinamização da economia paraense.
O avanço desse modelo se projeta na implantação de novos distritos industriais em diferentes regiões, com potencial para viabilizar a instalação de até 577 indústrias e a criação de mais de 170 mil postos de trabalho nos próximos anos, ampliando de forma consistente as oportunidades de emprego e renda no Pará.
As capacitações promovidas pela Companhia são direcionadas ao aprimoramento técnico de servidores públicos municipais e estaduais, com foco na qualificação do atendimento ao investidor.

QUALIFICAÇÃO PARA O TRABALHO
Nesse cenário, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), via Núcleo TerPaz, consolidou-se como um pilar estratégico. Somente em 2025, a secretaria realizou 46 cursos, capacitando 811 pessoas. O ritmo de expansão segue acelerado em 2026: entre janeiro e abril, outras 556 pessoas já foram qualificadas em 19 cursos diferentes.
O titular da Sedeme, Mauro Bastos, ressalta que a iniciativa amplia as oportunidades em um mercado competitivo: “A iniciativa amplia as oportunidades dos trabalhadores em um mercado cada vez mais competitivo e em constante transformação. Quanto maior o nível de qualificação, maiores são as chances de inserção no mercado de trabalho, além do fortalecimento da capacidade de empreender e gerar renda por meio dos cursos ofertados”.
Empreendedorismo e protagonismo feminino
A presença feminina tem crescido de forma consistente, representando mais de 59% do saldo de empregos formais em 2025. Esse protagonismo também se manifesta no empreendedorismo autônomo, incentivado pelas Usinas da Paz. Santana Santos, de 44 anos, transformou sua trajetória após o curso “Seja um Empreendedor de Sucesso”, em Marituba.
“Essa qualificação, ministrada pelo professor e servidor Guilherme de La Rocque, foi um ponto de transformação na minha vida. Recebi dicas valiosas de empreendedorismo, como organização financeira, planejamento, melhoria no atendimento ao cliente e estratégias para divulgação dos produtos, e apliquei tudo isso no meu dia a dia. Hoje sou Microempreendedora Individual, cadastrada, trabalho com confeitaria e produzo bolos temáticos, doces e salgados. Passei a comercializar meus produtos e já conquistei uma clientela fiel. Meu negócio tem prosperado. Sou muito grata pela oportunidade e pelo conhecimento adquirido na Usina da Paz”, destacou Santana.
A vendedora Michele Patrícia Nascimento, de 46 anos, também reflete esse novo momento: “Depois de me recuperar de um acidente, voltar ao mercado de trabalho foi motivo de muita alegria. Em poucos meses, consegui uma nova oportunidade e sigo até hoje na empresa. Como mãe, preciso garantir o sustento da casa e dos meus filhos”.
Expansão e inclusão de jovens no mercado
O fortalecimento econômico do Pará, impulsionado por setores como mineração, agronegócio e a agenda da COP30, exige mão de obra preparada. Para os jovens, programas como o “Primeiro Ofício” e a Rede de Escolas Técnicas Estaduais (Eetepa), ligada à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica (Sectet), garantem a primeira inserção.
O jovem Geann Israel, de 22 anos, reforça o impacto dessas chances. “Após meses procurando emprego, conseguir essa vaga foi uma grande conquista. Agora posso ajudar minha família e também ganhar experiência na minha área profissional”, conta.
Ex-aluno da Eetepa Vilhena Alves, Nilson Tito, corrobora a importância da formação: “Concluir o Ensino Médio com uma profissão definida fez toda a diferença. Foi durante o curso que adquiri a experiência que hoje aplico no trabalho”.
A estratégia estadual combina a interiorização do ensino superior pelo “Forma Pará”, a inclusão social pelo programa “Mulheres Mil” e a qualificação técnica itinerante da Sedeme – com cursos que vão de inteligência emocional à gestão de pessoas – garantindo que o desenvolvimento econômico alcance todas as regiões do Estado.
Fonte e imagens: Agência Pará de Notícias










