Pela primeira vez na história da China, um dos astronautas ficará um ano inteiro em órbita
A China deu um passo importante em suas ambições lunares. O país lançou, neste domingo, 24, a missão Shenzhou-23, que é considerada fundamental para o objetivo de Pequim de enviar humanos à Lua até 2030.
O foguete Longa Marcha 2F decolou do Centro de Lançamento de Jiuquan, no deserto de Gobi, levando três tripulantes à estação espacial Tiangong. Pela primeira vez na história do programa espacial chinês, um dos astronautas permanecerá um ano inteiro em órbita. A misssão marca ainda a estreia de um profissional de Hong Kong no espaço.
A nave é comandada pelo engenheiro aeroespacial Zhu Yangzhu, de 39 anos. Ao seu lado estão dois estreantes: Zhang Zhiyuan, ex-piloto da força aérea chinesa, e Li Jiaying, ex-policial e a primeira astronauta de Hong Kong a ir ao espaço.
A definição de qual dos três tripulantes estenderá sua permanência por um ano será feita ao longo da missão, conforme anunciado pela Agência Espacial Tripulada da China (CMSA). Até então, as equipes chinesas revezavam-se a cada seis meses.
O principal objetivo da estadia prolongada é monitorar os impactos físicos e psicológicos da microgravidade de longo prazo. Cientistas usarão os dados para preparar as futuras viagens à Lua e a Marte.
Segundo especialistas, o período de 12 meses impõe novos desafios operacionais, que incluem combate à atrofia muscular e perda de densidade óssea; gerenciamento da exposição à radiação e fadiga psicológica; e teste de estresse nos sistemas de reciclagem de água e ar da estação.
NOVA CORRIDA ESPACIAL
Excluída da Estação Espacial Internacional (ISS) pelos Estados Unidos em 2011, a China investiu bilhões de dólares para consolidar sua autonomia no setor, rivalizando diretamente com o programa Artemis da NASA.
Ainda este ano, Pequim planeja testar em órbita a Mengzhou (“Nave dos Sonhos”), espaçonave que substituirá a Shenzhou nas futuras missões lunares.
A meta do país é estabelecer o primeiro segmento de uma base científica habitada na Lua, a Estação Internacional de Pesquisa Lunar (ILRS), até 2035.
Fonte e imagem: Portal Pleno.News














