sábado, maio 2, 2026
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Opinião – O alerta que veio de Congresso Brasileiro de Clubes 2026 e precisa ecoar em todo o Arquipélago do Marajó sobre o futuro do futebol

Por Idinor Ferreira

O recente debate realizado durante o Congresso Brasileiro de Clubes 2026 acendeu um sinal de alerta para todo o esporte nacional. Especialistas, gestores e lideranças foram diretos: o futuro do esporte brasileiro está em risco se a base não for prioridade.

Mas essa não é uma realidade distante.

Ela está presente em cada município do Arquipélago do Marajó.

Enquanto grandes centros discutem milhões em investimentos, na realidade marajoara o desafio é ainda maior: falta estrutura, continuidade, logística adequada e políticas públicas sólidas que enxerguem o esporte como ferramenta estratégica de transformação social.

Sem base, não há futuro

O principal recado do congresso foi claro: não existe alto rendimento sem base estruturada.

E no Arquipélago do Marajó, essa verdade se repete diariamente.

De Portel a Melgaço, Breves e passando por Curralinho e São Sebastião da Boa Vista, projetos esportivos sobrevivem graças ao esforço de professores, voluntários e lideranças comunitárias.

São escolinhas, clubes amadores e iniciativas sociais que resistem mesmo diante da ausência de investimentos consistentes.

Mas até quando isso será suficiente?

O risco do abandono silencioso

O que está em jogo no Marajó não é apenas o surgimento de atletas.

É algo muito maior:

* A proteção de jovens em áreas de alta vulnerabilidade

* A construção de valores como disciplina, respeito e coletividade

* A criação de perspectivas reais de futuro

Quando o esporte é negligenciado, o que se perde não é só talento — é uma geração inteira de oportunidades.

Desigualdade regional no esporte

Outro ponto levantado no congresso foi o impacto das decisões políticas e econômicas sobre o esporte.

E aqui está um dos maiores desafios do Arquipélago do Marajó: a desigualdade regional.

Muitas decisões são tomadas longe da Amazônia, sem considerar as dificuldades logísticas, o isolamento geográfico e a realidade socioeconômica dos municípios marajoaras.

O resultado é conhecido: menos acesso, menos investimento e menos oportunidades.

O caminho para o Marajó

Se o alerta veio de fora, a resposta precisa nascer dentro do próprio Marajó.

É necessário:

* Criar políticas públicas regionais para o esporte

* Integrar municípios em competições e projetos estruturados

* Investir em infraestrutura esportiva básica

* Apoiar e fortalecer quem já atua na base

O esporte pode — e deve — ser uma das principais ferramentas de transformação social na região.

Conclusão

O alerta foi dado em Campinas, mas ecoa nos campos de terra, nas beiras de rio e nas comunidades de todo o Arquipélago do Marajó.

A pergunta que fica é simples e urgente:

Vamos continuar assistindo à desigualdade… ou vamos construir, juntos, um novo futuro para o esporte marajoara?

*O altor é Secretário de Esporte, Cultura, Lazer e Turismo de Portel

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