A descoberta da espécie, considerada extremamente difícil de ser vista, é um momento único para a conservação da flora
Uma expedição noturna em Sumatra, na Indonésia, culminou em um momento de êxtase científico: o biólogo Septian Deki Andrikithat encontrou, após 13 anos de busca, a raríssima e parasita flor Rafflesia hasseltii. O momento foi tão emocionante que o cientista não conteve as lágrimas, em um vídeo que viralizou nas redes sociais nesta segunda-feira (24).
A Rafflesia hasseltii é uma flor de grandes proporções — equivalente ao tamanho de uma melancia — e é conhecida por ser extremamente difícil de ser identificada.
Flor de Outro Planeta, de Difícil Acesso
A raridade da espécie é lendária. Até então, a flor só havia sido registrada por meio de ilustrações do século XIX. O botânico Chris Thorogood, professor da Universidade de Oxford, destacou que a planta é tão elusiva que, teoricamente, só havia sido avistada por tigres, e não por humanos.
A dificuldade de encontrá-la se deve ao seu ciclo de vida:
- Parasita e Noturna: Ela é completamente parasita, crescendo no interior de cipós tropicais, e só surge à noite para florescer.
- Ciclo Rápido: O núcleo da flor leva até nove meses para se desenvolver, e ela permanece aberta por apenas alguns dias, completando seu florescimento em cerca de uma semana.
Durante o raro momento, os pesquisadores conseguiram gravar pela primeira vez na história a Rafflesia hasseltii abrindo lentamente suas pétalas roseadas. A flor possui um odor semelhante ao de carne em decomposição para atrair moscas polinizadoras, o que a diferencia de sua parente, a Rafflesia arnoldii, conhecida como a maior “flor-cadáver” do mundo.
Thorogood descreveu a planta como “algo de outro planeta”, ressaltando que esse ciclo efêmero é o principal fator de sua raridade.
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