A delegada Raquel Gallinati criticou, nesta segunda-feira (6), a forma como Suzane von Richthofen tem sido retratada em um documentário recente.
Segundo ela, a condenada por um dos crimes mais marcantes do país não deve ser apresentada como protagonista de uma narrativa inspiradora. “Transformar uma assassina de duplo homicídio premeditado, cruel, cometido contra os próprios pais, numa pop star, sorrindo como se fosse uma estrela, é um tapa na cara da sociedade”, afirmou.
Gallinati também questionou a abordagem da produção, destacando que não se trata apenas de dar voz, mas de promover uma possível “glamourização do crime”. Para a delegada, tentar recontar o episódio com justificativas emocionais ou apontar um ambiente familiar degradante não altera aspectos centrais do caso, como o planejamento e a execução.
A delegada ressaltou ainda que, enquanto as vítimas permanecem sem voz, o autor do crime acaba ganhando visibilidade. “O mais grave é que o assassino ganha palco, câmera e narrativa”, disse.
Ela concluiu afirmando que crimes não devem ser tratados como entretenimento e que autores de homicídios não podem ser colocados na posição de celebridades.














