Ator declara apoio a Flávio Bolsonaro para a Presidência, mas vira alvo de críticas de Luana Piovani devido a histórico de condenações por agressão.
O ator Dado Dolabella, conhecido por sua carreira na teledramaturgia e por vencer a primeira edição de A Fazenda, anunciou nesta quarta-feira (4) sua entrada oficial na política. Filiado ao MDB, Dado pretende disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro nas eleições de 2026.
As Bandeiras e o Apoio Político
Em suas redes sociais, o agora pré-candidato delineou as pautas que devem nortear sua campanha: “família forte, justiça equilibrada, proteção dos animais e respeito à natureza”. No mesmo anúncio, Dolabella declarou apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a Presidência da República.
Durante o ato de filiação, o presidente estadual do MDB, Washington Reis, chegou a publicar um vídeo chamando o ator de “pai de família” e afirmando que ele iria “arrebentar a boca do balão”, mas a postagem foi apagada pouco tempo depois.
Histórico Judicial sob os Holofotes
A pré-candidatura, no entanto, já nasce cercada de controvérsias devido ao histórico do ator:
- 2008: Acusado de agredir a então namorada Luana Piovani; foi condenado a dois anos e nove meses em regime aberto.
- 2009: Acusado de agressões físicas e verbais pela ex-esposa Viviane Sarahyba.
- 2025: Mais recentemente, em agosto do ano passado, foi condenado a dois anos e quatro meses (regime aberto) por agressões contra a prima e ex-namorada, Marina Dolabella.
O ator contesta e nega todas as acusações, mas as condenações pesam sobre sua imagem pública e podem atrair questionamentos jurídicos baseados na Lei da Ficha Limpa.
Reação de Luana Piovani
A atriz Luana Piovani não poupou críticas ao anúncio. Em tom irônico, ela classificou a candidatura como uma “piada pronta”.
“Uma pessoa que não paga pensão, um agressor, alguém que tem um processo criminal em andamento… Mas no Brasil tudo pode”, desabafou a atriz em suas redes sociais, questionando a viabilidade ética e legal da candidatura.
A Barreira da Ficha Limpa
Embora Dado tenha anunciado a intenção de concorrer, sua participação no pleito de outubro dependerá da Justiça Eleitoral. Segundo a Constituição, condenações criminais em órgãos colegiados podem barrar candidaturas, o que coloca um ponto de interrogação sobre o futuro político do ator em Brasília.








