O ex-campeão mundial de sinuca Graeme Dott, de 49 anos, foi condenado nesta terça-feira (29) a sete anos de prisão pelo Tribunal Superior de Edimburgo, na Escócia. O ex-atleta foi considerado culpado por abusar sexualmente de duas crianças — uma menina de nove anos e um menino de oito — em períodos distintos.
A condenação havia sido emitida em agosto, após um julgamento de cinco dias no Tribunal Superior de Glasgow, no qual o júri o culpou por comportamentos lascivos, indecentes e libidinosos. De acordo com as acusações, os abusos contra a menina ocorreram entre 1993 e 1996, enquanto os crimes contra o menino aconteceram entre 2006 e 2010. Em ambos os casos, Dott se expôs e tocou as vítimas de maneira inadequada.
“Violação de confiança”, declara juiz
Ao proferir a sentença, o juiz Lord Harrower enfatizou que a conduta do réu representou uma grave violação de confiança contra crianças vulneráveis, apresentando traços clássicos de aliciamento que roubaram parte significativa da infância das vítimas.
A pena de sete anos é retroativa a 24 de agosto, data em que Dott foi colocado em prisão preventiva. Além do tempo de reclusão, o ex-jogador foi incluído permanentemente no registro de criminosos sexuais da Escócia.
Apesar do veredito, Dott nega as acusações e mantém sua alegação de inocência. Sua defesa informou ao tribunal que o ex-atleta recebeu ameaças na cadeia, necessitando de transferência interna no sistema penitenciário, mas ressaltou que ele continua contando com o apoio de familiares e amigos.
Trajetória no esporte e banimento definitivo
Graeme Dott se tornou profissional em 1994 e atingiu o ápice de sua carreira em 2006, quando conquistou o Campeonato Mundial de Sinuca ao derrotar Peter Ebdon por 18 a 14 no Crucible Theatre, em Sheffield. O escocês também foi vice-campeão mundial em 2004 e 2010, atingindo o segundo lugar do ranking mundial na temporada 2007/08.
Diante da gravidade dos crimes, a World Professional Billiards and Snooker Association (WPBSA), órgão que rege o esporte, agiu de forma contundente: após ter suspenso o atleta em 2025 quando as acusações vieram à tona, a entidade confirmou a revogação permanente de sua filiação e removeu o nome de Graeme Dott do Hall da Fama da modalidade.
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