domingo, março 22, 2026
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Denúncia contra Silvio estimula mulheres a não se calarem, diz Anielle

PGR denunciou ex-ministro dos Direitos Humanos por importunação sexual contra a parlamentar; CNN Brasil tenta contato com defesa de Silvo e aguarda retorno

Gabriela Piva, da CNN Brasil, em São Paulo

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, disse que a denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida é um “estímulo” para mulheres “não sofrerem caladas”.

“A denúncia da Procuradoria-Geral República (PGR) é mais uma etapa do reconhecimento da verdade. É também um estímulo para que as mulheres que vivem ou viveram episódios de violência não sofram em silêncio, que denunciem os agressores”, afirmou a parlamentar na rede social X, antigo Twitter.

Anielle disse seguir confiando na Justiça e “acreditando em todos os esforços do nosso governo, do judiciário, do parlamento e da sociedade para que tenhamos um país livre de violência, onde meninas e mulheres possam ser livres, seguras e viverem em dignidade, sem ter medo de serem quem são, independentemente de onde estejam, de quem sejam ou do cargo que ocupem.

A PGR denunciou Silvio por importunação sexual contra Anielle Franco. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que as provas levantadas durante a investigação corroboram o relato de Anielle.

Almeida já havia sido indiciado pela Polícia Federal por importunação contra Anielle e à professora Isabel Rodrigues. A denúncia da Procuradoria, porém, se restringe à situação ocorrida com Anielle.

diretor-geral da Polícia PF, Andrei Rodrigues, foi um dos responsáveis por prestar depoimento que reforçou a história contada pela ministra.

Isso porque, Rodrigues participou de uma reunião em que Almeida teria importunado a colega de governo federal.

Em entrevista recente ao portal UOL, Almeida negou ter importunado a então colega de Esplanada dos Ministérios. “Dou aula há 20 anos. Tive, aproximadamente, 40 mil alunos. Metade disso são mulheres. Em todas as universidades que passei, isso está dito de maneira oficial, nunca tive nenhum tipo de acusação.”

Sob sigilo, o caso está sob relatoria do ministro André Mendonça no STF (Supremo Tribunal Federal).

No sábado (21), os advogados de Silvio disseram à CNN Brasil que não se posicionariam.

A reportagem tenta contato novamente com a defesa de Silvio Almeida para um posicionamento sobre a manifestação de Anielle Franco.

Entenda o caso

Silvio Almeida foi demitido do cargo de ministro no dia 6 de setembro de 2024, um dia após a ONG Me Too Brasil confirmar o recebimento de denúncias de assédio sexual contra ele.

Na ocasião, Anielle Franco, confirmou ser uma das vítimas. Ela afirmou que as importunações começaram com “atitudes inconvenientes” ainda durante a transição de governo, em 2022.

Anielle relatou ter sido vítima de importunação sexual. Na legislação brasileira, o crime caracteriza desde assédios verbais a toques não consentidos.

*Com informações de Matheus Teixeira e, da CNN Brasil

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