Uma ocorrência grave registrada em Santarém, no oeste do Pará, acendeu o alerta das autoridades para possíveis casos de negligência e até envolvimento com o tráfico de drogas na região do Baixo Amazonas. Um homem foi preso em flagrante após sua própria filha, uma bebê ainda de colo, dar entrada em uma unidade de saúde da cidade com sinais de intoxicação por substância entorpecente, identificada preliminarmente como maconha.
Segundo a Polícia Civil, a criança foi levada às pressas ao hospital após apresentar sintomas como sonolência excessiva, dificuldade de reação e alterações no estado de consciência. A equipe médica que realizou o atendimento suspeitou de intoxicação e, após avaliação clínica, acionou imediatamente as autoridades policiais.
A bebê permanece internada sob observação médica. O estado de saúde dela não foi detalhado oficialmente, mas fontes indicam que a criança responde aos cuidados e segue sendo monitorada.
Diante da situação, o pai da criança foi detido ainda em flagrante. Ele passou a ser investigado não apenas por possível negligência ou maus-tratos, mas também por suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas. Segundo ainda a polícia, há indícios de que a substância possa ter sido armazenada de forma irregular dentro da residência, o que teria facilitado o contato da bebê com o entorpecente.
A Polícia Civil abriu inquérito para apurar as circunstâncias do caso. Perícias devem ser realizadas para confirmar como ocorreu a intoxicação — se por ingestão acidental, exposição indireta ou outra forma de contato. Testemunhas e familiares também devem ser ouvidos ao longo da investigação.
O Conselho Tutelar foi acionado e acompanha o caso, avaliando a situação familiar da criança e eventuais medidas de proteção. Dependendo do andamento das investigações, outras providências poderão ser adotadas para garantir a segurança da bebê.
O caso gerou forte repercussão em Santarém e reforça o debate sobre a responsabilidade no cuidado com crianças, especialmente em ambientes onde há presença de substâncias ilícitas. As autoridades destacam que situações como essa podem configurar crimes graves, com penalidades previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A Polícia Civil informou que novas atualizações deverão ser divulgadas conforme o avanço das investigações.
Por ROBERTO BARBOSA, da Redação do Jornal A PROVÍNCIA DO PARÁ/Imagem: Reprodução de Jorge Nascimento













