Com quatro ataques registrados em apenas três dias, São Paulo reflete a crise de segurança que vitimou mais de 1.500 mulheres no Brasil em 2025.
Uma onda de violência brutal contra a mulher marcou as últimas 72 horas no estado de São Paulo, reafirmando a gravidade dos dados oficiais que apontam 2025 como o ano mais letal para as mulheres desde o início da série histórica. Entre os casos, o assassinato de uma jovem dentro de um shopping center expôs a vulnerabilidade feminina mesmo em locais de grande circulação.
O Crime no Shopping Golden Square
Na noite de quarta-feira (25), Cibelle Monteiro, de 22 anos, foi morta enquanto trabalhava na joalheria Vivara, em São Bernardo do Campo. O autor, seu ex-companheiro Cássio Henrique da Silva Zampieri, rendeu uma vendedora e manteve Cibelle sob ameaça antes de consumar o crime. A ocorrência, inicialmente suspeita de roubo, foi confirmada como feminicídio pela Polícia Militar.
Escalada de Violência na Grande SP e Capital
Além do caso em São Bernardo, outros três episódios graves foram registrados na região:
- Zona Norte (Capital): Uma jovem de 22 anos chegou morta a um hospital no Jaçanã, com sinais de espancamento. O homem de 36 anos que a levou foi preso preventivamente. No carro dele, a polícia encontrou vestígios de sangue e um galão de gasolina.
- Itapecerica da Serra: Uma mulher de 20 anos foi encontrada morta em casa após uma discussão. O agressor, de 25 anos, confessou o crime aos guardas civis e foi preso em flagrante.
- Zona Leste (Capital): Em Guaianases, uma jovem de 18 anos foi esfaqueada na última segunda-feira. O agressor, de 37 anos, foi detido por tentativa de feminicídio, e a faca do crime foi apreendida.
Cenário Estatístico: Recordes Negativos
Os ataques ocorrem em um momento crítico. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Brasil atingiu o trágico recorde de 1.518 vítimas de feminicídio em 2025 — uma média de quatro mortes por dia.
O estado de São Paulo acompanha a tendência nacional:
- 270 registros em 2025: O maior número desde 2018.
- Aumento Real: Crescimento de 6,7% em relação a 2024, quando houve 253 mortes.
Os casos seguem sob investigação e os agressores permanecem à disposição da Justiça. A recorrência desses crimes reforça a urgência de políticas públicas de proteção e o cumprimento rigoroso da Lei Maria da Penha.









