Atual campeão da Classic Physique, Dino busca manter o posto e afirmou estar trabalhando os pontos fracos do físico para subir em setembro
Rafael Villarroel, da CNN Brasil, São Paulo
O atual campeão da Classic Physique no Mr. Olympia, Ramon Dino, afirmou que sabe que é um alvo a ser atingido diante da defesa do título da categoria. Dino voltará aos palcos em setembro, na “Copa do Mundo” do fisiculturismo, em Las Vegas.
Segundo o atleta, ele e sua equipe ficam um pouco mais preocupados pois sabem que os adversários trabalharão mais para tirar o seu primeiro lugar.
“A gente sabe que a galera vai trabalhar o triplo ou mais do que isso (…) a gente sabe que nós somos um alvo a ser atingido”, afirmou em entrevista exclusiva à CNN.
Neste ano, o evento ocorrerá entre os dias 24 e 27.
O acreano de 30 anos foi o primeiro brasileiro da história a vencer a categoria no evento, superando o Mike Sommerfeld e Ruff Diesel, coroando uma trajetória marcada por anos de pódios e vice-campeonato.
O Brasil que já havia vencido o evnto em categorias femininas, como na Wellness, com Francielle Mattos, a “Ferrari Humana”, que levou o título entre 2021 e 2023.
Ainda durante a entrevista o atleta disse que trará um físico renovado no palco, e que está focado na correção dos pontos que precisam ser melhorados, partindo de uma margem de 2kg que ainda tem disponível.
O treinador Fabrício Pacholok, que acompanha Ramon, classificou o ano como “o mais desafiador” e disse que com a vitória no ano passado, a estratégia, que já está montada, é de conquistar o segundo título do Olympia e assim “criar uma hegemonia”.
“Ainda tem aquela sensação dos adversários do título em aberto (…) tá todo mundo mirando no Ramon. Depois que a gente ganhar o segundo título, aquela coisa de estar em aberta já começa a ficar mais difícil”, disse.
Segundo Pacho, como é conhecido, o foco do trabalho feito com Ramon está na melhora do cortes na perna, além do peitoral, costas e ombros, minimizando a falta de largura do físico.
Diferente da Open, onde não há limite de peso, na Classic os concorrentes precisam respeitar um limite de peso, que é determinado de acordo com a altura de cada um.
A categoria remete à estética dos físicos na chamada “Golden Era” (Era dourada), dos anos 70 e 80, leva em conta a harmonia do físico, além da alta definição muscular e proporção corporal.
Além de Dino, os brasileiros Mateus Menegate e Gabriel Zancanelli também são fortes nomes do Brasil na Classic.
No último Arnold Classic Ohio, realizado anualmente em Columbus, Menegate ficou em segundo lugar, perdendo para o holandês Wesley Vissers. Já Zancanelli não competiu após sofrer uma lesão na coxa poucos dias antes da competição.
O Arnold Ohio é idealizado pelo ator, ex-atleta de fisiculturismo e ex-governador da Califórnia, Arnold Shwarzenegger.
Iniciado nesta sexta-feira (24) no Expo Center Norte, em São Paulo, o Arnold Classic Brasil é a versão nacional do evento, e reune diversas modalidades esportivas, incluindo o fisiculturismo, grande atração do evento, que neste ano conta nove categorias amadores e três profissionais, valendo vaga para o Mr.Olympia.
Recentemente, a Federação Internacional de Fisiculturismo (IFBB Pro League) “endureceu” e alterou as regras de classificação para o Olympia nas categorias Classic Physique, Men’s Physique, Bikini e Wellness.
Antes, bastava ser campeão de apenas um torneio para garantir a vaga, mas agora o atleta precisa vencer dois grandes eventos até agosto de 2026.
Por ter vencido a última edição, Ramon já está garantido na próxima edição, pois todos os vencedores têm elegibilidade eterna. Entretanto, caso passe mais de cinco anos desde o último título, é necessário a aprovação da Liga Profissional.
Reprodução/Instagram@ramondino









