Camisa 10 cumpriu exigência física do treinador italiano e vive otimismo na véspera da divulgação da lista para o Mundial.
No último domingo, Neymar deu o passo final na sua corrida contra o tempo para disputar aquela que deve ser a última Copa do Mundo de sua carreira. Apesar da amarga derrota do Santos por 3 a 0 para o Coritiba, na Neo Química Arena, o camisa 10 alvinegro cumpriu o requisito crucial estabelecido pelo técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti: provar que estava fisicamente apto e pronto para atuar em sequência.
Com o objetivo alcançado, o craque e a diretoria do Santos aguardam com otimismo a divulgação da lista oficial dos 26 convocados, que acontece nesta segunda-feira. Se o retorno for confirmado, o Peixe planeja uma série de ações de marketing para exaltar o ídolo, que retornou à Vila Belmiro com o propósito claro de se preparar para o Mundial.
Foco total na Amarelinha e preservação no Santos
A engrenagem para o Mundial já parece ter girado. Caso o seu nome apareça na lista de Ancelotti, a tendência é que Neymar passe a seguir rigorosamente o cronograma de preparação da CBF. Na prática, isso significa que o atacante não deve mais atuar pelo Santos neste semestre.
Inclusive, o jogador já deve desfalcar a equipe na próxima quarta-feira, contra o San Lorenzo, pela Copa Sul-Americana. Neymar sentiu dores na panturrilha direita após sofrer uma entrada dura no domingo e será preservado pela comissão técnica santista para evitar riscos na véspera do torneio mundial.
O desabafo na zona mista: “Trabalhei firme e quieto”
Após o apito final na Neo Química Arena, Neymar passou pela zona mista vestindo uma jaqueta com as cores do Brasil e traduziu em palavras o sentimento de superação após anos de cobranças e recuperação física.
— Fisicamente, me sinto muito bem. Venho melhorando a cada jogo, fiz o máximo que pude, não foi fácil. Confesso que não foi fácil. Foram anos de muito trabalho, também de muita falação errada sobre minhas condições e o que eu fazia. É muito triste a forma como a galera fala sobre isso. Trabalhei firme, quieto, em casa, sofrendo pelo o que as pessoas falavam e deu tudo certo — desabafou o craque.
Confiante no rendimento que apresentou em seu retorno ao futebol brasileiro, o camisa 10 encerrou demonstrando apoio total às decisões do treinador italiano:
— Cheguei inteiro até onde eu queria, fico feliz pelo meu rendimento, por tudo o que fiz até agora. Que seja o que Deus quiser. Independentemente do que for acontecer, com certeza o Ancelotti convocará os 26 melhores para essa guerra.














