sábado, maio 25, 2024
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Instituições buscam boas práticas na manipulação do açaí e incentivam ações de combate à Doença de Chagas

As boas práticas na manipulação do açaí para enfrentar e combater a doença de Chagas foram tema da reunião realizada na sede da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap). O encontro contou com a participação de representantes do grupo composto por instituições de diferentes esferas do Poder Público e associações que visam prevenir e combater o risco de contaminação. Representantes dos órgãos estaduais e municipais e do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) avaliaran e estabeleceram estratégias sobre as próximas ações de enfrentamento à contaminação do fruto pelo Trypanosoma cruzi, protozoário causador da doença.

A primeira reunião com os representantes das instituições foi realizada em fevereiro deste ano. Desde então, o grupo vem se encontrando mensalmente para avaliar e estipular as ações almejadas para  a melhoria das práticas de manipulação do açaí. 

Pela Sedap, participaram da reunião os servidores lotados na Diretoria de Feiras e Mercados (DFM). O fomento à produção do açaí, sobretudo no apoio ao batedor artesanal, é um dos trabalhos que a Sedap vem realizando para estimular as boas práticas do açaí e conseqüentemente prevenir a contaminação do fruto.

Conforme as informações do coordenador de boas práticas do açaí da DFM, Marivaldo Ferreira, a Sedap, em parceria com a Vigilância Sanitária vem realizando cursos teórico e prático alusivo às etapas do processo na produção do açaí artesanal e evitar a contaminação. “A Sedap vem trabalhando o fomento, auxiliando o batedor nas suas necessidades, doando equipamentos para justamente poder ter condições de desenvolver todo o processo higiênico e sanitário, então a Secretaria está trabalhando e cumprindo o decreto estadual referente ao combate a doença de Chagas e cuidando da qualidade do açaí para a população; a Sedap está desenvolvendo seu trabalho junto ao Governo do Estado, buscando realmente valorizar o nosso trabalhador, com garantia do emprego de muitas famílias que dependem dessa atividade para sobreviver”, ressaltou Marivaldo Ferreira.

Avanços – De acordo com a promotora do MPE, Érica Sousa, que coordena o Núcleo de Defesa do Consumidor (Nucon), os encontros já resultaram na formação de um grupo coeso que atua em conjunto com o mesmo afinco em busca de soluções que ajudem a prevenir a contaminação do açaí. “Já estamos montando o Grupo de Trabalho e na próxima reunião, já teremos os nomes que irão atuar. Também já montamos as estratégias para uma grande campanha de conscientização da população e dos batedores e também fazer uma campanha nas escolas. Estamos montando outras reuniões para organizar, não só os batedores artesanais, mas também aqueles que chamamos de ‘caseiros’, que batem o açaí dentro de casa”, informou a promotora.

Um dos pontos onde já houve avanço, segundo avaliou, foi em relação ao cadastramento dos batedores em Belém. Ela explicou que será feito um convênio com a Universidade da Amazônia (Unama) e com agentes de endemia para a realização do cadastro. “A Casa do Açaí, na capital, já está quase reativada. Só falta um detalhe para ver se até sexta-feira, 3 de maio, já esteja em pleno funcionamento. Então, são muitos avanços que conseguimos e tenho certeza que é só o começo de muita coisa que vem aí pela frente”, estimou a promotora. 

Coma participação de Agentes Comunitário de Saúde (ACS), além de ações de fiscalização em pontos de venda de açaí, em parceria com as Secretarias Municipal e Estadual de Saúde, o Nucon, segundo a promotora, realizou uma ampla programação de orientação e fiscalização nos municípios de Marituba, Cametá e Ananindeua. Está prevista ainda a realização de uma ação semelhante nos municípios de Breves, Ananindeua, Curralinho e Igarapé-Miri. 

“Com relação a Abaetetuba, ainda foi uma ação recente, mas em Cametá, onde estivemos em março deste ano, com esta ação conjunta, tivemos a informação que a nossa ação melhorou 63% a situação envolvendo a doença de Chagas no local. O que quer dizer que, os frutos, na nossa avaliação, já foram muito compensadores”, frisou Érica Sousa. 

A reunião na sede da Sedap contou ainda com a participação de representantes do Sebrae, das Secretarias de Estado e Municipal de Saúde (Sespa e Sesma), com as Vigilâncias Sanitárias do Estado e do Município, do Instituto Ver-o-Peso, da Casa do Açaí de Belém, do Procon e da Embrapa Amazônia Oriental. 

Fonte: Agência Pará/Foto: Mateus Costa/Ascom Sedap

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