Suposta ofensiva do Cartel Jalisco Nova Geração transforma aeroporto em cenário de guerra; vácuo no poder da organização eleva tensão na região.
O México vive dias de terror e instabilidade extrema. No último domingo (22), o Aeroporto Internacional de Guadalajara tornou-se o epicentro de cenas de desespero quando homens armados, supostamente ligados ao Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), abriram fogo no interior do terminal. O ataque é uma resposta direta à morte de Nemesio Oseguera Cervantes, o “El Mencho”, chefe da organização, abatido durante uma megaoperação do Exército mexicano.
Terror no Terminal e Operação Militar
Vídeos que circulam nas redes sociais registram multidões de passageiros e funcionários correndo em pânico para buscar abrigo enquanto os disparos ecoavam. Embora o Grupo Aeroportuário del Pacífico (GAP) tenha afirmado que o local permanece operacional, a segurança foi drasticamente reforçada. Atualmente, o terminal está sob custódia total da Guarda Nacional e da Secretaria de Defesa Nacional (SEDENA).
O Balanço da Violência
A queda de “El Mencho” desencadeou uma ofensiva violenta em diversos estados mexicanos:
- Baixas Militares: O ministro da Segurança, Omar García Harfuch, confirmou nesta segunda-feira (23) que 25 membros da Guarda Nacional morreram em ataques em Jalisco.
- Prisões: Pelo menos 70 pessoas foram presas em sete estados diferentes durante os atos de vandalismo e ataques organizados por apoiadores do cartel.
- Bloqueios: No domingo, foram registrados 229 bloqueios em estradas, paralisando o transporte no país.
Governo Pede Calma
Em pronunciamento, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, pediu tranquilidade à população e garantiu que o governo está retomando o controle. Segundo a mandatária, os bloqueios nas estradas já foram desfeitos e a expectativa é que os voos para destinos turísticos, como Puerto Vallarta, sejam normalizados até esta terça-feira (24).
A morte de Nemesio Cervantes representa um golpe histórico no narcotráfico, mas o vácuo de poder e a sede de vingança do CJNG colocam o país em um estado de alerta máximo sem precedentes recentes.
Foto: Paco Villanueva/via REUTERS







