Cantor de funk foi detido na capital e levado para o litoral; vídeos registraram disparos para o alto e menção ao TCP durante apresentação em Santos.
A Polícia Civil de São Paulo prendeu, no último domingo (15), o cantor de funk Elias Quaresma Teodoro, de 39 anos, conhecido como MC Urubuzinho. O artista é investigado por envolvimento em episódios de violência e apologia ao crime ocorridos durante o “Baile da Colômbia”, um “pancadão” de Carnaval realizado no Morro São Bento, em Santos, no mês de fevereiro.
A Investigação e o Flagrante Digital
A prisão preventiva, efetuada em um apartamento no bairro do Belenzinho, zona leste da capital, foi motivada pela ampla repercussão de vídeos nas redes sociais. Nas imagens gravadas durante o evento, o MC aparece se apresentando ao lado de um homem armado, enquanto diversos tiros são disparados para o alto em meio à multidão.
Além dos disparos, o inquérito aponta que o cantor fez menções explícitas a Álvaro Malaquias Santa Rosa, o “Peixão”, apontado como chefe da facção carioca Terceiro Comando Puro (TCP). A investigação é conduzida pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC) de Santos.
O que diz a Defesa do Artista
Em nota oficial, o advogado de MC Urubuzinho, Matheus Siqueira, afirmou que o cantor estava no local exclusivamente para cumprir um compromisso profissional contratado. A defesa sustenta que:
- O artista não possui ingerência ou controle sobre as condutas de terceiros no evento;
- Não existe qualquer vínculo entre o MC e organizações criminosas;
- As acusações serão enfrentadas no âmbito do processo legal para demonstrar a inexistência de participação em atividades ilícitas.
Desdobramentos e Outras Prisões
MC Urubuzinho foi transferido para o 5º Distrito Policial de Santos, onde aguarda a audiência de custódia. Ele não é o primeiro detido neste caso: em 25 de fevereiro, a polícia já havia prendido Renato Olímpio Paula, o “Oval”, de 41 anos, identificado como o homem que efetuou os disparos nas imagens. No momento da abordagem, “Oval” tentou destruir seu próprio celular para evitar a perícia.
A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outros envolvidos e esclarecer a dinâmica dos disparos e a organização do evento no litoral.
Foto redes sociais







