Quando meu corpo um dia enfim fenecer,
E a minha alma a Deus for conduzida,
Se a mim fosse permitido, em outra vida,
Chuva branca escolheria para renascer.
E assim, em silêncio, sobre ti descer,
Em gotas finas, levadas pela ventania,
Beijando teus cabelos em doce harmonia,
Com infinita ternura te envolver.
Até escorrer traçando doce contorno,
Renascendo em teu calor sereno e novo,
Qual óleo precioso, delicado e morno,
Que se evapora ao pulsar da paixão;
Feito nuvem leve em forma de coração,
E do céu voltar e amar-te tudo de novo.









